Antônio Franco Cardoso
| Antônio F. Cardoso | |
|---|---|
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| Nome completo | Antônio Franco Cardoso |
| Pseudônimo(s) | "Cardosinho" |
| Nascimento | |
| Morte | 15 de julho de 1959 (95 anos) |
| Nacionalidade | Brasileiro |
| Cônjuge | Rita de Aquino Cardoso |
| Filho(a)(s) | 04 filhos[1] [2] |
| Ocupação | Jornalista, empresário |
| Principais trabalhos | Fundação do Diário do Povo[1] |
Antônio Franco Cardoso (Itatiba, Província de São Paulo, Império do Brasil, 1865 - Campinas, Estado de São Paulo, Estados Unidos do Brasil, 1959), foi um jornalista brasileiro do interior de São Paulo, Brasil, mais conhecido por ter sido, ao lado de Álvaro Ribeiro, cofundador do Diário do Povo, do qual foi presidente até seu falecimento, em 1959.[1][3][4]
Biografia
Filho de Francisco Cardoso, funcionário público municipal, Antônio Franco Cardoso nasceu na cidade de Itatiba, no interior do estado de São Paulo em 15 de novembro de 1865.[1][3]
Iniciou sua carreira jornalística num pequeno semanário de sua cidade natal, O Itatiba, de Secundino Veiga. Sua história cruza com a de Campinas a partir dos 10 anos de idade, quando se mudou com sua família para a cidade. Ali, iniciou sua carreira no jornalismo como tipógrafo do Diário de Campinas, jornal local dirigido pelos irmãos Alberto e Antônio Sarmento. Partindo dali, "Cardosinho", apelido que o acompanhou por toda a vida, passou a trabalhar na Gazeta de Campinas, do poeta Carlos Ferreira.[5][6]
Em 1886, foi convidado a trabalhar no "Guaripocaba", jornal da cidade de Bragança Paulista. Na época, estavam acirradas as disputas entre o grupo dos republicanos e abolicionistas, de um lado, e dos monarquistas e escravocratas, de outro, o que causou uma certa turbulência ao jornal, até ser superada com a vitória do movimento abolicionista, que conquistou a abolição da escravatura no Brasil em 1888. [5][1][3][4]
Um ano mais tarde, Cardosinho teve a feliz coincidência de ver a proclamação da República ocorrer no mesmo dia de seu aniversário. Naquele mesmo ano, quando a região de Campinas estava assolada por uma epidemia de febre amarela, Cardoso trabalhava como tipógrafo do tradicional jornal O Estado de S.Paulo. Durante sua trajetória na carreira jornalística, Cardoso trabalhou também no Correio de Campinas, jornal cuja Redação era dirigida por Ernesto Kuhlmannn.[1][3]
Em seguida, foi convidado por Henrique de Barcelos para assumir a gerência de seu jornal, o Comercio de Campinas, que na época era uma folha prestigiada na cidade. Durante sua carreira, travando conhecimento com personalidades da cidade, conheceu de perto figuras de destaque do movimento republicano brasileiro, como Campos Salles, Francisco Glicério e Bento Quirino.[4]
Foi no jornal de Barcelos conheceu conheceu Álvaro Ribeiro, com quem fundou, em 1912, o "Diário do Povo", que ganhou prestígio na cidade, consolidando-se em menos de 10 anos de existência como o um jornal tradicional e o mais lido da cidade, até a ascensão do Correio Popular, fundado por Ribeiro em 1927 quatro anos depois de se separar de seu sócio, deixando o Diário do Povo sob o comando de Cardoso. o qual dirigiu o jornal até seu falecimento, tendo consolidado o periódico como um representante da imprensa local, e um jornal tradicional da cidade, apesar das dificuldades financeiras que o jornal enfrentou durante sua existência, mesmo após o falecimento de Cardosinho, em parte devido à concorrência do jornal fundado pelo sócio, que até os dias de hoje é o mais prestigiado e tradicional jornal da cidade.[4][1][3]
Vida pessoal
Em 15 de outubro de 1895, em Campinas, casou-se com Rita de Aquino Cardoso, com quem teve pelo menos 04 filhos:
- Celisa Cardoso do Amaral, professora que fora casada com Plínio do Amaral. Faleceu em 1948.[1]
- Margarida Cardoso Ribeiro, que fora casada com Carlos Alberto Ribeiro. Faleceu em 1988.[1][2]
- Maria de Lourdes Cardoso dos Santos, que fora casada com Benedicto Rodrigues dos Santos. Faleceu em 1993.[1][2]
- Washington Aquino Cardoso, o qual fora casado com Lucília Rocha, e após o falecimento desta, com Salua Kfouri Cardoso. Faleceu em 19 de outubro de 1982.[2][1]
Homenagens
- Título de "Decano da imprensa no Estado de São Paulo", título conferido pela Associação Paulista de Imprensa[1]
- Título de "Sócio- Benemérito" da Associação Paulista de Imprensa[1]
- Deu nome à Biblioteca da Associação Paulista de Imprensa, em cujas instalações foi afixado seu retrato[7]
- 1956 - Título de "Cidadão Campineiro", conferido pela Câmara Municipal de Campinas[8]
- 1961 - Alteração do nome da "Praça do Jardim Primavera" para "Praça Antônio Franco Cardoso"[9]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i j k l m VILLAGELIN, Arthur Nazareno Pereira (1961). «Praça Antônio Franco Cardoso» (PDF). Centro de Memória Unicamp (Dossiê). Consultado em 12 de setembro de 2025
- ↑ a b c d REDAÇÃO (19 de outubro de 1982). «Nota de falecimento de Washington Aquino Cardoso» (PDF). Correio Popular. Consultado em 12 de setembro de 2025
- ↑ a b c d e ITATIBA (26 de fevereiro de 2005). «Antônio Franco Cardoso - o "Cardosinho"» (PDF). Imprensa Oficial de Itatiba. Diário Oficial de Itatiba (218): p. 02. Consultado em 12 de setembro de 2025
- ↑ a b c d REDAÇÃO (15 de julho de 1921). «O Combate em Campinas» (PDF). São Paulo. O Combate (n° 1.836): p. 02. Consultado em 12 de setembro de 2025
- ↑ a b FERREIRA, Enéas César (1971). Olhando o Passado... Saudades. São Paulo: Editora Obelisco
- ↑ ITATIBA (2 de março de 2005). «Jornais Itatibenses» (PDF). Imprensa Oficial de Itatiba. Diário Oficial de Itatiba (224): p. 02. Consultado em 12 de setembro de 2025
- ↑ «O velho sonho quase realizado: Casa do Jornalista» (PDF). Centro de Memória Unicamp,. Diário do Povo: p. 118. 26 de abril de 1977. Consultado em 12 de setembro de 2025
- ↑ CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPINAS (14 de novembro de 1958). «Resolução n° 130/1958». Biblioteca Jurídica. Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 12 de setembro de 2025
- ↑ CAMPINAS (11 de abril de 1961). «Lei n°2.445/1961». Biblioteca Jurídica. Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 12 de setembro de 2025
