André Jolles

André Jolles
Nascimento
Morte
22 de fevereiro de 1946 (71 anos)

Nacionalidadeneerlandês
Ocupação
Principais trabalhosFormas simples (1930)
Principais interesses
Carreira científica
Instituições

Johannes Andreas Jolles (Den Helder, 7 de agosto de 1874 - Nápoles, 22 de fevereiro de 1946), ou simplesmente André Jolles, foi um linguista e historiador da arte neerlandês.

Biografia

Jolles foi um grande amigo do historiador holandês Johan Huizinga, tendo iniciado essa amizade em 1896, interrompendo-a bruscamente em 1933, quando Jolles aderiu ao Partido Nazista na Alemanha.[1] Em 1925, Jolles trocou uma série de correspondências abertas com Huizinga sobre os limites e aproximações entre a história e a literatura, publicadas na revista De Gids sob o título Clio e Melpomene.[2] Na área da linguística, Jolles é considerado um dos representantes mais importantes da morfologia no início do século XX, tendo não só Huizinga como seu interlocutor neste assunto, mas também Aby Warburg.[3] Seu mais conhecido livro, Formas simples, pertence a área da teoria dos gêneros literários, abordando as intenções pré-literárias que moldam a própria literatura.[4]

Entre seus descendentes, destacou-se Jan Andries Jolles (1906–1942), militante comunista ligado ao Komintern e atuante na América Latina.

Obra

  • 1906 - Estética Vitrúvio (Vitruvs Aesthetik)
  • 1908 - A pompa egípcio-micênica (Die ägyptisch-mykenischen Prunkgefässe)
  • 1919 - De Schiller ao estágio Comunidade (Von Schiller zur Gemeinschaftsbühne)
  • 1922 - A Maçonaria. Essência e Costumes. Primeiro livro: O Surgimento da Maçonaria (Die Freimaurerei. Wesen und Brauchtum. Erstes Buch: Die Entstehung der Freimaurerei)
  • 1923 - Inspiração e Forma. Ensaios sobre literatura (Bezieling en Vorm. Essays over letterkunde)
  • 1930 - Formas simples: legenda, saga, mito, adivinha, ditado, caso, memorável, conto, chiste (Einfache Formen. Legende, Sage, Mythe, Rätsel, Spruch, Kasus, Memorabile, Märchen, Witz)

Referências

Bibliografia