Ana Gonzaga
| Ana | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Condessa Palatina de Simmern | |||||
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| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 1616 Paris, França | ||||
| Morte | 6 de julho de 1684 (67 anos) Paris, França | ||||
| Marido | Eduardo, Conde Palatino de Simmern | ||||
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| Casa | Gonzaga (por nascimento) Wittelsbach (por casamento) | ||||
| Pai | Carlos I Gonzaga, Duque de Mântua | ||||
| Mãe | Catarina da Lorena | ||||
| Religião | Catolicismo | ||||
| Brasão | ![]() | ||||
Ana Maria Gonzaga (em italiano: Anna Maria Gonzaga; em francês: Anne Marie Gonzague; Paris, 1616[1] – 6 de julho de 1684), foi uma nobre ítalo-francesa e salonista. Filha mais nova de Carlos I Gonzaga, duque de Mântua e Monferrato, e Catarina da Lorena, Ana era esposa do conde palatino Eduardo de Simmern, neto do rei Jaime I da Inglaterra e tio do rei Jorge I da Grã-Bretanha. Se Eduardo não tivesse se convertido ao catolicismo, e Ana tivesse se convertido ao protestantismo, o trono inglês poderia ter sido herdado por seus descendentes.[2]
Bela e inteligente, conquistou a corte de Ana da Áustria e manteve um romance com Henrique de Guise, então arcebispo de Reims; apesar do amor intenso entre os dois, não conseguiu se casar com ele.[1] Mais tarde, uniu-se em matrimônio ao príncipe Eduardo, Conde Palatino do Reno, filho de Frederico V da Baviera — o mesmo que havia sido chamado ao trono da Boêmia, mas não conseguiu mantê-lo.[1]
Durante a Fronda, Ana desempenhou um papel importante. Astuta, leal e franca na condução das intrigas políticas, sabia unir diferentes facções e gozava de grande prestígio entre os rebeldes.[1] O cardeal de Retz escreveu sobre ela: Ela valorizava a galanteria tanto quanto amava a substância. Não creio que a rainha Isabel da Inglaterra tivesse maior capacidade para governar um Estado; eu a vi na linha de frente, eu a vi em seus aposentos privados e a achei sincera em todos os lugares.[1]
Por um breve período caiu em desgraça após o casamento de Luís XIV, retirando-se então para suas propriedades. Retornou à corte mais tarde, quando sua filha se casou com Henrique Júlio de Bourbon, príncipe de Condé.[1]
Segundo Bossuet, um sonho que teve trouxe-lhe uma profunda iluminação espiritual. A partir de então, renunciou ao mundo e dedicou-se à oração, à penitência e às boas obras.[1] Morreu no Palácio do Luxemburgo e foi sepultada em Val-de-Grâce, ao lado de sua irmã Benedita, que se tornara abadessa de Avenay.[1]
Referências
- ↑ a b c d e f g h Constant, Jean-Marie. "GONZAGUE ANNE DE, princesse palatine". In Encyclopædia Universalis, 1968.
- ↑ Spangler, Jonathan (2015). "Points of Transferral: Mademoiselle de Guise's Will and the Transferability of Dynastic Identity". In Geevers, Liesbeth; Marini, Mirella (eds.). Dynastic Identity in Early Modern Europe: Rulers, Aristocrats and the Formation of Identities. Ashgate Publishing. p. 131-152.

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