Aeródromo Planalto Central

Aeródromo Planalto Central
Aeródromo
ICAO: SIQE
Características
Tipo Privado
Administração Infracea Aeroportos
Serve Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno
Localização São Sebastião, DF, Brasil
Inauguração 3 de maio de 2022 (3 anos) (retomada oficial)
Coordenadas 🌍
Altitude 1 026 m (3 366 ft)
Movimento de 2022
Aéreo 550 (média mensal)
Website www.infracea.com.br
Mapa
SIQE está localizado em: Brasil
SIQE
Localização do aeródromo no Brasil
Pistas
Cabeceira(s)
Comprimento
Superfície
14/32
1 561  m (5 121 ft)
Notas
[1][2][3]

O Aeródromo Planalto Central (ICAO: SIQE) é um aeródromo privado brasileiro localizado na região administrativa de São Sebastião, no Distrito Federal. Situado a aproximadamente 25 quilômetros do centro de Brasília. Registrado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) como CIAD DF0005, não possui código IATA e é dedicado exclusivamente à aviação geral e executiva, operando sob regras de voo visual (VFR) diurno. O espaço aéreo é controlado pelo CINDACTA-1 (DECEA), com obrigatoriedade de coordenação prévia com o APP de Brasília.[1][2]

O aeródromo abrange área de 81 hectares e atende principalmente jatos leves, turboélices executivos e helicópteros de uso privado e empresarial. Não há voos comerciais regulares nem unidade militar sediada no local. Em 2022, registrava média de 10 movimentos diários em dias úteis, transportando empresários, parlamentares e equipes de televisão, com cerca de 550 pousos e decolagens por mês. Os 113 hangares abrigam mais de 200 aeronaves particulares, e o tráfego costuma dobrar nos fins de semana. Táxi-aéreo e fretamentos são permitidos mediante autorização prévia.[4][5]

História

A área foi arrendada em 1982 por João Ramos Botelho para fins rurais, mas a família Botelho construiu clandestinamente pista de pouso, hangares e postos de combustível. A partir de 2013, o Ministério Público e a Terracap iniciaram ações judiciais para reintegração de posse. Decisões de 2016 e 2019 determinaram a devolução à Terracap, anulando o contrato de arrendamento e proibindo indenização pelas benfeitorias irregulares.[6]

Após a reintegração, em setembro de 2019 a Terracap contratou a Infraero para administração provisória, com contrato inicial de 12 meses prorrogado até 2021. As operações foram retomadas gradualmente e, em julho de 2022, o aeródromo voltou a funcionar oficialmente sob controle da Terracap. Em 8 de setembro de 2022, a Infracea Aeroportos assumiu a gestão transitória por 12 meses.[7] Desde então, o acesso é rigorosamente controlado, com vigilância 24 horas, lacre de hangares irregulares e cadastro obrigatório de usuários. Apenas voos autorizados são permitidos.[4]

Infraestrutura

O aeródromo possui uma única pista asfaltada na orientação 14/32, com dimensões de 1561 metros de comprimento por 18 metros de largura (20/F/A/W/T).[2] Há balizamento noturno limitado (L12) e sinalização básica. A infraestrutura inclui 113 hangares de pequeno, médio e grande porte (os maiores com capacidade para até sete aeronaves leves) e dois postos de abastecimento de combustível (AVGAS e JET-A1).[1]

Não existe terminal de passageiros; os serviços são voltados ao suporte básico da aviação executiva, com salas VIP e FBO privados. O proprietário legal é a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), empresa pública do Governo do Distrito Federal. A fiscalização cabe à ANAC e ao DECEA (CINDACTA-1). Não há presença da Força Aérea Brasileira; a segurança segue padrões civis para aeródromos privados, incluindo grades perimetrais, controle de acesso e brigada de incêndio proporcional.[7]

Desde 2022, o uso de hangares exige contrato formal com a Terracap, com cobrança de taxas mensais (atualmente suspensas por decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal). Hangares irregulares foram lacrados. No plano aéreo, todo voo requer briefing com o APP de Brasília para segregação do tráfego.[8]

Planos futuros

A Terracap estuda concessão de 30 anos a investidores privados para transformar o aeródromo em aeroporto executivo complementar ao Aeroporto de Brasília. O projeto prevê heliporto, pátio ampliado para jatos maiores, hangares públicos, hotéis e serviços de manutenção (MRO). Edital foi lançado em 2023 e encontra-se em análise pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal.[9]

Referências

  1. a b c «Portal Pergamum – ANAC». Agência Nacional de Aviação Civil. Consultado em 14 de novembro de 2025 
  2. a b c «AISWEB – Informações Aeronáuticas do Brasil». Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Consultado em 14 de novembro de 2025 
  3. «ROTAER D-AMDT 34/25». DECEA. Consultado em 14 de novembro de 2025 
  4. a b «Aeródromo Planalto Central volta a funcionar de forma regular no DF». Metrópoles. 15 de julho de 2022. Consultado em 14 de novembro de 2025 
  5. «Terracap – Companhia Imobiliária de Brasília». Agência Brasília. Consultado em 14 de novembro de 2025 
  6. «Terracap reintegra Aeródromo Botelho». Terracap. Consultado em 14 de novembro de 2025 
  7. a b Basseto, Murilo (8 de setembro de 2022). «Aeródromo do Planalto Central, em Brasília, agora está com a Infracea Aeroportos». AEROIN. Consultado em 14 de novembro de 2025 
  8. «Justiça determina reintegração de posse do Aeródromo Planalto Central». Metrópoles. Consultado em 14 de novembro de 2025 
  9. «Aeroporto Planalto Central». Terracap. Consultado em 14 de novembro de 2025 

Ligações externas