Acordos de Tamanrasset de 1991
Os Acordos de Tamanrasset de 6 de janeiro de 1991, assinados sob mediação argelina na cidade de Tamanrasset pelo Coronel Ousmane Coulibaly (Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Mali)[1] e Iyad Ag Ghali (que liderava os insurgentes tuaregues), visavam pôr fim à rebelião tuaregue de 1990-1991. Os acordos levaram à desmilitarização das regiões de Kidal, Gao e Tombouctou [2], as três regiões do norte, que abrangiam 797.000 km².[3]
Após esses acordos, o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad dividiu-se em vários grupos: a Frente Popular para a Libertação de Azawad (FPLA), o Exército Revolucionário de Libertação de Azawad (ARLA) e o Movimento Popular de Azawad (MPA) de Iyad Ag Ghali.[4]
Para Albert Bourgi, este acordo, tal como o pacto nacional de 12 de abril de 1992[5] e os acordos de Argel de 4 de julho, teve o efeito de retirar a soberania do Estado maliano do norte do Mali.[6]
Referências
- ↑ «Tamanrasset Accords» (em inglês). 20 de fevereiro de 2018
- ↑ Nord : Retour sur les accords de paix. Afribone Mali. 10 de abril de 2008.
- ↑ Situation du Nord-Mali : ATT victime, mais coupable ! (Maliweb, 13/02/2012).
- ↑ Mouvement populaire de l'Azawad
- ↑ «MALI : après deux années de rébellion Un " Pacte national " a été signé à Bamako avec les Touaregs» (em francês). Le Monde.fr. 14 de abril de 1992
- ↑ Albert Bourgi (2013). «Les enjeux géopolitiques de la crise malienne». Civitas Europa: 11 à 17