Águas do Rio

Águas do Rio
SA
Fundaçãoagosto de 2021 (4 anos)
Fundador(es)Aegea Saneamento
SedeSaúde, Rio de Janeiro
Área(s) servida(s)26 municípios do Estado do Rio de Janeiro e 124 bairros da Capital
PresidenteAlexandre Bianchini
Serviçosabastecimento de água e saneamento básico
Empresa-mãeAegea Saneamento
Websiteaguasdorio.com.br

A Águas do Rio é uma empresa brasileira que detém a concessão dos serviços públicos de abastecimento de água e saneamento básico no estado do Rio de Janeiro em 26 municípios e 124 bairros da cidade do Rio de Janeiro desde 1 de novembro de 2021, quando assumiu esta função da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE). A empresa faz parte do grupo Aegea Saneamento.

História

Águas do Rio reparando tubulação no bairro de Cordovil, Rio de Janeiro

Em agosto de 2021, a empresa Aegea venceu a disputa pelos blocos 1 e 4 do leilão para exploração da concessão dos serviços de distribuição de água e de saneamento do estado do Rio de Janeiro — tornando-se a empresa responsável pela maior área do estado, mesmo sem incluir a área de concessão da Prolagos, outra empresa do grupo.[1][2][3]

Estes blocos abrangem 26 municípios e 124 bairros do Centro, da Zona Sul e da Zona Norte — parte da Praça Seca e Vila Valqueire foram incluídos neste bloco, mesmo estando tecnicamente na Zona Oeste — da cidade do Rio de Janeiro. A concessão para exploração dos serviços será por 35 anos e há o compromisso de universalização dos serviços até 2033.[1][2][3]

A operação da empresa se iniciou em novembro de 2021 com Alexandre Bianchini como presidente da empresa.[4]

Abrangência de atuação

Esta são as áreas de atuação, conforme os blocos vencidos pela empresa:[3]

Cidades do estado do Rio de Janeiro
Bairros da cidade do Rio de Janeiro

Algumas Estações de Tratamento de Esgotos (ETE) também passaram para a administração da Águas do Rio:[3]

  1. Alegria
  2. Ilha do Governador
  3. Pavuna
  4. Penha
  5. São Gonçalo
  6. Sarapuí

Alguns reservatórios — tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC) — também fazem parte da concessão:[3]

  • Caixa da Mãe D'Água (1744)
  • Caixa Nova da Tijuca (1883) – Alto da Boa Vista
  • Caixa Velha da Tijuca (1850)
  • Represa do Rio Cabeça (1883)
  • Reservatório e Açude dos Macacos (1877) – Jardim Botânico
  • Reservatório Francisco Sá (1923) – Andaraí
  • Reservatório da Carioca (1865) – Santa Teresa
  • Reservatório da Penha (1914)
  • Reservatório da Quinta da Boa Vista (1867) – São Cristóvão
  • Reservatório de Paquetá (1908)
  • Reservatório do Cantagalo (1930) – Copacabana
  • Reservatório do França (1883)
  • Reservatório do Livramento (1882) – Gamboa
  • Reservatório do Morro da Viúva (1878) – Flamengo
  • Reservatório do Morro de São Bento (1877) – Centro
  • Reservatório do Morro do Inglês (1868) – Cosme Velho
  • Reservatório do Morro do Pinto (1874) – Gamboa
  • Reservatório do Pedregulho (1880) – São Cristóvão
  • Reservatório Monteiro de Barros (1908) – Engenho de Dentro

Controvérsias

Crise de abastecimento

Em 02 de dezembro de 2024, o Procon Carioca multou a concessionária em mais de R$ 13,6 milhões por falhas no fornecimento de água no Rio de Janeiro. Os problemas começaram no dia 26 de novembro de 2024, durante a manutenção no Sistema Guandu, afetando também outras cidades do Grande Rio causando protestos e interrupção de serviços. Escolas e universidades tiveram que suspender as aulas. O Procon notificou a empresa por infração ao Código de Defesa do Consumidor devido a mais de 5 dias sem abastecimento. A Águas do Rio afirmou que recebeu a notificação e estava dentro do prazo para se pronunciar.[5]

Rompimento de adutora

Em 27 de dezembro de 2024, a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e o PROCON-RJ aplicaram uma multa de R$ 15,9 milhões à concessionária após o rompimento de uma adutora em Rocha Miranda, Zona Norte do Rio, que resultou na morte de uma idosa e causou danos materiais a diversos moradores da região, em novembro do mesmo ano. A Águas do Rio informou que foi notificada da decisão e que apenas se manifestaria nos autos do processo administrativo.[6]

Entupimento do esgoto de inadimplentes

Em setembro de 2025, a empresa passou a tampar a saída de esgoto de casas ou condomínios que estejam em dívidas com a concessionária, através de um dispositivo plástico inflável introduzido murcho no encanamento e posteriormente inflado, jocosamente conhecido como rolha de bosta. Críticos apontam que a medida seria ilegal, sem amparo jurídico, sendo o acesso ao saneamento básico um direito universal.[7]

Referências

  1. a b Rodrigues, Léo (25 de junho de 2022). «"Será o paraíso se cumprir as metas", diz Paes sobre leilão da Cedae». Agência Brasil. Consultado em 3 de maio de 2024 
  2. a b «Quem somos». Águas do Rio. Consultado em 3 de maio de 2024 
  3. a b c d e «Novas concessionárias – Águas do Rio». CEDAE. Consultado em 3 de maio de 2024 
  4. Alves, Raoni (12 de novembro de 2022). «Águas do Rio completa um ano de concessão com ampliação da rede; especialista avalia promessas e desafios». g1. Consultado em 3 de maio de 2024 
  5. «Procon multa Águas do Rio em R$ 13 milhões por falhas no abastecimento». G1. 2 de dezembro de 2024. Consultado em 6 de março de 2025 
  6. «Procon multa Águas do Rio em quase R$ 16 milhões por rompimento de adutora na Zona Norte do Rio». G1. 30 de dezembro de 2024. Consultado em 6 de março de 2025 
  7. Castro, Bruna (30 de setembro de 2025). «'Cocô para todo lado': Águas do Rio começa a entupir esgoto de inadimplentes». Diário do Rio. Consultado em 1 de outubro de 2025 

Ligações externas