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Tratados da Terra e Gente do Brasil
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cheiro” é tambem adoptado na linguagem brasileira; creio ser de formação diversa, mas tenho minhas duvidas em reportal-o eaquatui o que exhala cheiro, o fedorento.

CAJUARA na nota Caiuari. Interpretando este nome como sóem interpretar von Martius e outros (por exemplo poti-uara comedor de camarão), teriamos immediatamente cajú-uara comedor de cajú (em Tupi uara por uhara ou guara è frequentissinio) Está me parecendo, porém, ser um dos vocabulos que mais alterado tem sido, e que se apresenta sob formas muito variadas. Em Abañeenga temos cau-pe-guar o que é do matto, silvestre, montez, etc., e ainda caa-i-guar (posp. i por pe) o que é do matto, mattuto, matteiro, etc. Alem disto ainda ha caguar bebedor e bebedo em geral, contracto de cm-guar bebedor de herva ou mate e de cauf ou cagui-guar bebedor de cauim ou de vinho (veja-se Annaes T. VII guar partic. de feed ser, e partic, de ú comer). Note-se porem que os Paraguayos chamam em geral aos indios de mattas, Caaygua, e que sendo frequente a queda dog em Tupi, ahi temos Canju, nome pelo qual ainda se designam tribus do Matto-Grosso e creio que tambem de Goyaz. Parece até que podem considerar-se como adulteras ção do mesmo nome que significa: mattuto ou mateiro; os seguintes: Cayova, cahayba (Ethnog. Mart. pag. 383) no Tapajoz, Capua, Cayona (Idem pag. 767) no Paraná, Cayubaua, Cayubabu nome de tribu moxeana (d’Orbigny T. 11, pag. 254) e ainda outros. O epitheto generico de mattuto ou matteiro cabe a tribus de ramos quaesquer, designando os homens do matto, pelo menos tão apropriadamente como ainda hoje os litteratos portuguezes nos chamam, a nós os brasileiros, de mattutos. Na lista dos povos diversos não lupis, que apresenta S. de Vasconcellos, vem Cagoa que pode tambem reportar-