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SUSPIROS POETICOS.

  Vai-te, oh fortuna,  Não me atormentes;  Já te não creio;  Em tudo mentes.

Não sei o que é a ventura,Nem sei si sou desgraçado.Por bens que podem ser males,Eu não troco o meu estado.  Vai-te, oh fortuna,  Não me atormentes;  Já te não creio;  Em tudo mentes.
Rapidos passam os dias,E a cada passo que damos,Á morte, que é sempre certa,Ligeiramente marchamos.  Vai-te, oh fortuna,  Não me atormentes;  Já te não creio;  Em tudo mentes.