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SUSPIROS POETICOS.
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Nesse mesmo logar onde declinas;Não ouvirás os sons religiosos   Dos orgãos que hoje escutas;Descoberto verás o sanctuario,Prostradas as columnas em pedaços,   Quebrados os altares,Aberto, e destruído o Vaticano;Ahi se aninharão nocturnas aves,Reptis passearão na relva e musgo,E apenas ouvirás seus tristes guinchos!E o que dirás, oh sol, de tanto estrago?..Dirás, sem suspender a marcha tua:   „Mais que as obras dos homens,   De Deos duram as obras.Tudo o que é dos mortaes a morte o sella.Jamais minguei de luz, tanta luz dandoDesde que Jehová do cáhos tirou-me.   Porque cahíste, oh Templo?Tu, que espanto do mundo outr’ora foste?   Tu, que outr’ora suberboMeu luminoso oceano dividias,Erguendo tua sombra até meu rosto?“