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SUSPIROS POETICOS.
Que sons funéreos de sagrados bronzes Longos vão reboandoNestas immensas, lugubres arcadas?Oh meu Deos, que terrivel pensamentoEstes sons repetidos me despertam!Aquella vasta cupula, que o genioNos ares collocou em gloria tua,E ás egypcias pyramides supera;Aquella torre, d’onde agora partemOs sons que estas abóbadas retumbam;Todo aquelle suberbo monumento,Rico de mil prodigios espantosos,Tudo isso cahirá!… serão ruínas!Futuras gerações sobre seus combrosDe mausoléos, de estatuas, de columnas.Subirão, oh meu Deos, e a essas pedrasPerguntarão: Que mãos vos elevaram? Que mãos vos destruíram?
Ind’ hoje eu vi o sol, n’um lago de ouro,Entre montanhas de rubins accesos,Atrás daquella cupula occultar-se.Pois bem, oh sol, tu passarás um dia