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SUSPIROS POETICOS
Sonorosas proclamam!Quantas vozes de Roma o nome entoam!Mas uma vista só destas reliquias,Estas columnas, qu’inda se sustentamMeias fóra das covas, meias dentro,Como espectros alçados dos sepulchros;Este mesmo silencio, tudo falla,Sem turbar os sentidos assombrados!Oh grandezas, quão perto estais do nada!
Eu saudei-vos, ruínas, quando o diaSobre vós seus fulgores entornava,Vosso florido manto realçando; Quão longe então estaveisDesta mystica, horrivel majestade!Oh, que não é o sol o astro dos mortos!Nem se cóbre de purpura o cadaver!
Tu és, oh lua, o astro das ruínas!No páramo celeste solitariaPlacida alvejas, de pallor tingindo Estes negros destroços.Qual a tremula lampada suspensa