Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/147
Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada
SUSPIROS POETICOS
137
E entreguemos a Deos nosso destino.Si á região dos astros não subirmos,Pyrilampos seremos nos desertos,E aos nossos reunidos, luz daremos,Que nas trevas talvez ao desgarrado Viajor encaminhe.Trabalhemos, Amigo, pela Patria, Só por amor da Patria,E entreguemos a Deos nosso destino.
Ah, subamos ainda,E cheguemos ao tope da montanha.
Esta pedra que cai, bate, e reflecte,E assim de curva em curva saltitante,Vai rolando, e batendo, até que chega Desfeita em mil pedaços,É a imagem dos seres subalternos,Que só grandes parecem pela altura,Em que a cega ignorancia os collocára;Mas quando se despenham, desparecem,Sem que se abale o mundo; nem arrastam Satellites comsigo,