Página:Suspiros poéticos e saudades (1865).djvu/122

Esta página foi revisada, mas ainda precisa ser validada
112
SUSPIROS POETICOS

   Como um Genio de morte,   Dize, o que és tu, oh homem!

Cala-se a Natureza, e só resôa   Um grito doloroso   Dos tumulos erguido;Como um gemido de agoureiro Mocho,Quando sobre destroços esvoaça.
   No peito a dextra applico;Palpita o coração fraco e pausado;Attento escuto, as pulsações calcúlo;   Não me agita o remorso,Nem espectros a noite me apresenta;E minha alma tranquilla na tormenta   Como um firme penedo,Nem a sombra de um crime a entenebrece.Doce consolação de um peito afflicto!
Oh unico juiz incorruptivel,Oh meu Deos, ante quem brilha a verdadeMais clara do que o sol; a cujos olhosO mais pequeno verme iguala ao homem,