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lentamente transformando-se, de um raro artefato artesanal, em uma onipresente mercadoria industrializada. A própria série System/360 da IBM estava no limiar desse processo. Para o resto da indústria dos Estados Unidos, a corporação era a pioneira da produção automatizada controlada por computadores. Os mainframes da IBM eram usados para fazer mainframes IBM. Esses movimentos iniciais rumo à produção em massa de computadores anteciparam o que seria o avanço mais importante nesse setor 25 anos mais tarde: o consumo em massa de computadores. No seu desenho formal, o mainframe System/360 de 1964 era um protótipo caro e volumoso dos muito menores e mais baratos PCs da IBM dos anos 1980.
O futuro imaginário da inteligência artificial era uma forma de evitar o pensamento sobre as prováveis conseqüências sociais da propriedade maciça de computadores. No começo dos anos 1960, o Grande Irmão mainframe era a materialização tecnológica das estruturas hierárquicas do alto governo e dos grandes negócios. A retroalimentação era o conhecimento dos dominados, monopolizado pelos dominantes. No entanto, como o próprio Wierner destacara, a produção fordista inevitavelmente transformaria caros mainframes em mercadorias cada vez mais baratas.[27] Em troca, a crescente propriedade de computadores poderia perturbar a ordem social existente. Na retroalimentação de informação dentro de instituições humanas, existia um limite no momento em que a tomada de decisão era concentrada nas mãos de alguns poucos gerentes no topo. Ao invés disso, o método mais eficiente de trabalho era o fluxo desimpedido de duas vias de comunicação e criatividade por toda a organização. Ao reconectar concepção e execução, o fordismo cibernético ameaçava as hierarquias sociais que sustentavam o próprio fordismo.
[A] simples coexistência de dois itens de informação é de valor relativamente pequeno, a menos que esses dois itens possam ser