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para ser evitada, os sindicalistas e ativistas políticos estadunidenses deveriam mobilizar-se contra o Golem[NT2] corporativo.[24] De acordo com Wiener, a cibernética provava que a inteligência artificial ameaçava as liberdades da humanidade. "Vamos lembrar que a máquina automática... é o equivalente preciso do trabalho escravo. Qualquer trabalho que dispute com o trabalho escravo deve aceitar as condições econômicas do trabalho escravo".[25]
Como os militares dos Estados Unidos, os acadêmicos motrizes das corporações estadunidenses também precisavam de um novo guru. Como von Neumann mostrou, intelectuais espertos sabiam como criar cibernética sem Wierner. O movimento decisivo foi reescrever as origens históricas dessa metateoria. Se alguém mais ajudasse a inventar a cibernética, as opiniões subversivas de Wierner poderiam ser seguramente menosprezadas. Ao se apropriar do conceito de inteligência artificial de Turing, von Neumann assumiu o papel de primeiro profeta. Na teoria gerencial, foi dado ao herói húngaro um assistente estadunidense: Claude Shannon. No começo dos anos 1940, esse engenheiro da Bell usou as metáforas cibernéticas de Wierner para melhorar a transmissão de mensagens por meio das redes telefônicas. Ao registrar a deterioração de sinais a longas distâncias, a retroalimentação mostrou como criar mecanismos de correção de erro. Ao quantificar o tráfego numa rede telefônica, a informação fornecia uma unidade exata de medida.[26] Assim como ajudou a resolver os problemas técnicos da Bell, a análise de Shannon também forneceu uma interpretação da cibernética compatível aos negócios. Ao aprender como engenheiros controlavam a rede telefônica, os empregadores podiam aplicar os conceitos abstratos de retroalimentação e informação para melhorar o gerenciamento de seus empregados. Em ambos os casos, eles otimizavam o uso eficiente de recursos escassos. Na economia fetíchica do capitalismo, a informação sobre o trabalho era indistinguível do trabalho implicado na informação.