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no mercado, os gerentes corporativos rapidamente perceberam que a nova tecnologia oferecia uma solução para esse problema cada vez mais grave. Comprar um mainframe poderia aumentar o lucro de suas companhias.[15] Assim como novas máquinas para a fábrica, computadores eram — antes de tudo — adquiridos para substituir o trabalho especializado dentro do escritório. Melhor ainda, a nova tecnologia da computação permitiu aos capitalistas aprofundar seus controles sobre suas organizações. Assim como os grandes governos, os grandes negócios estavam extremamente satisfeitos, já que muito mais informação sobre uma mais ampla variedade de tópicos poderia agora ser coletada e processada de maneiras progressivamente complexas. Os gerentes eram mestres de tudo aquilo que vistoriavam.
Desde suas primeiras aparições nos locais de trabalho, o mainframe foi caricaturado — com boas razões como a perfeição mecânica da tirania burocrática: "o panóptico informacional".[16] Pela primeira vez desde o começo da década de 1940, a visão otimista da inteligência artificial de Asimov foi amplamente questionada. Em suas histórias de ficção científica, máquinas pensantes eram bens de consumo assim como carros motorizados. O Sr. e a Sra. Padrão eram os proprietários de servos robôs. Mas, assim que os primeiros computadores chegaram às fábricas e aos escritórios estadunidenses, a realidade econômica contradisse o futuro imaginário de Asimov. A nova tecnologia era um servo dos chefes, não dos trabalhadores. Em 1952, Kurt Vonnegut publicou um romance de ficção científica que ironizava a ambição autoritária do panóptico informacional. Em seu futuro distópico[NT1], a elite dominante terceirizou o gerenciamento da sociedade para uma inteligência artificial onisciente.
EPICAC XIV... decidia quanto [de] tudo os Estados Unidos e seus clientes poderiam ter e quanto custaria. E... decidiria quantos