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SUPREMACIA CIBERNÉTICA

A gigante automobilística de Henry Ford tornou-se o símbolo epônimo do novo paradigma social: o fordismo.[9]

Grandes corporações dependiam de uma casta especializada de burocratas para tocar suas organizações. Eles implantaram o "panóptico" gerencial que assegurou que empregados obedecessem às ordens impostas por seus superiores.[10] Eles supervisionavam a finança, a manufatura, a venda e a distribuição dos produtos da corporação. Acima de tudo, eles eram responsáveis por melhorar os métodos de trabalho e introduzir novas tecnologias. Como demonstravam os manuais de Frederick Winslow Taylor, o "gerenciamento científico" poderia forçar as pessoas a trabalharem mais."[11] Como as linhas de montagem de Henry Ford demonstraram, a maquinaria poderia determinar o passo do trabalho.[12] Essa pressão para separar a concepção da execução levou à coleta de mais e mais informação. Burocratas corporativos queriam saber o que acontecia dentro dos locais de trabalho e do mercado. Eles deviam gerenciar faturas, folhas de pagamento, suprimentos e estoques. Tinham que organizar dados de consumo, desenvolvimento de produtos, pesquisa de mercado, negociações políticas e campanhas publicitárias. Enquanto a demanda por informação continuava a crescer, as corporações recrutavam uma maior quantidade de trabalhadores de escritório.[13] Conforme os contra-cheques dos empregados de colarinho branco continuamente cresciam, gerentes adquiriam crescentes quantidades de equipamento a fim de aumentar a produtividade dentro do escritório. Muito antes da invenção do computador, as burocracias das corporações fordistas participavam de uma economia informacional com tabuladores, máquinas de escrever e outros tipos de equipamento de escritório.[14] No início da década de 1950, a mecanização do trabalho escriturário estancou. O aumento da produtividade no escritório ficava bem atrás daquele apresentado na fábrica. Ao aparecerem os primeiros computadores

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