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Apesar do aumento do ceticismo sobre sua profecia favorita, a IBM não sofreu dano algum. Em oposição total à energia nuclear e as viagens espaciais, a computação foi uma tecnologia da Guerra Fria que escapou da Guerra Fria com sucesso. Desde o início, máquinas feitas para militares dos Estados Unidos eram também vendidas para clientes comerciais. Ao final dos anos 1940, a IBM desenvolveu seus computadores CPC para uma contratada da área da defesa poder calcular a trajetória de mísseis. Contudo, pelos próximos anos, essa máquina tornou-se o produto mais vendido da empresa no mercado corporativo.[4] Mais do que qualquer coisa, a difusão da computação na sociedade civil foi encorajada pela crescente burocratização tanto das forças armadas quanto da economia.[5] O que se originou como uma arma da Guerra Fria rapidamente evoluiu em uma tecnologia com múltiplas aplicações comerciais. Em 1962, um dos analistas pioneiros dos impactos sociais dos computadores explicou que:
O crescimento de uma grande civilização, que é complexa em termos de conhecimento de engenharia e tecnologia, de um lado, e complexa em termos de conhecimento de negócios e indústrias, de outro, produziu um enorme aumento na informação a ser manipulada e operada. Isso gera o empurrão, a energia, a urgência por trás do grande desenvolvimento do manejo automático da informação, expressa nos computadores e sistemas processadores de dados, a Revolução Computacional.[6]
Para a IBM construir seu pavilhão para a Feira Mundial de 1964, o futuro imaginário dos cérebros eletrônicos deveria esconder mais do que as desagradáveis aplicações militares da computação. Essa ideologia fetíchica também realizou sua função clássica de ofuscar todo trabalho humano contido na produção. Computadores eram descritos como "pensantes", então o trabalho duro que envolvia