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SUPREMACIA CIBERNÉTICA

 

EMBORA MUITO POPULAR em sua época, a hiper-realidade da Feira Mundial de 1964 não envelheceu bem. Durante os 25 anos subseqüentes, nenhuma das previsões feitas na exposição sobre as tecnologias-chave da Guerra Fria foi realizada. A energia ainda era medida, turistas não visitavam a Lua e computadores jamais se tornaram inteligentes. Na Feira Mundial de 1964, os futuros imaginários tiveram êxito em encobrir do público estadunidense a proposta primária das três principais tecnologias da Guerra Fria. Instrumentos de genocídio foram perfeitamente mascarados como benfeitores da humanidade. No entanto, esse subterfúgio só poderia ser temporário. Cedo ou tarde, até mesmo a melhor e mais hábil propaganda não seria capaz de encobrir perigosos valores de uso. Quando a década de 1990 finalmente chegou, produzir uma significativa quantidade de energia a partir da fusão nuclear ainda era impraticável. À época, também se tornou óbvio que os reatores de fissão eram um desastre econômico e ambiental. A explosão da usina de Chernobyl em 1986 na Ucrânia demonstrou dramaticamente os perigos inerentes desse exótico método de gerar eletricidade.[1] No começo dos anos 1990, a maior parte das pessoas também percebeu que vôos tripulados ao espaço permaneceriam por um bom tempo um caríssimo luxo. Duas décadas se passaram após a aterrissagem

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