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se falava com um humano ou com uma máquina numa conversa on-line, então não haveria mais diferença substancial entre esses dois tipos de consciência. Se a imitação era indistinguível do original, então o computador havia passado no teste.[25]
No final da década de 1940 e no início dos anos 1950, Alan Turing se tornou o primeiro profeta do futuro imaginário da inteligência artificial. As inspirações de Babbage e as fantasias de Asimov transformaram-se em projetos de pesquisa científica. Desse ponto em diante, os computadores existiriam em duas zonas temporais simultaneamente. No presente, essas máquinas eram ferramentas práticas e mercadorias negociáveis. E, mais ainda, como os artigos de Turing haviam provado, computadores também eram dotados de um imenso valor simbólico. O futuro imaginário da inteligência artificial revelou um potencial transformador dessa nova tecnologia. Apesar de seus pequenos defeitos, esses modelos de computadores eram os precursores das máquinas com sentimentos que estavam por vir. A passagem pelo teste de Turing estava sempre iminente. Dentro da economia fetichística, as máquinas tornavam-se indistinguíveis dos seres humanos.
Por volta do final da década de 1940, o catecismo da inteligência artificial estava definido. Depois da computação, o que era e o que virá a ser eram uma única e mesma coisa. Apesar desse objetivo alcançado, Turing era um profeta cuja influência estava presente em todo o seu país. O computador podia ter sido inventado na Grã-Bretanha, mas o país sentia a falta de recursos para o desenvolvimento da tecnologia.[26] Do outro lado do Atlântico, a situação era bastante diferente. Durante a Segunda Grande Guerra, o governo dos Estados Unidos havia criado suas próprias equipes de pesquisa multidisciplinar para desenvolver armamento avançado. Ao depositar dinheiro no projeto Manhattan, esses cientistas militares foram capazes de construir a primeira bomba nuclear. Enquanto uma importante parte do esforço de guerra, o