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A ESQUERDA DA GUERRA FRIA

Depois que a Alemanha foi derrotada, essa reconciliação com a sociedade dominante foi consolidada pela Guerra Fria. Bastante influenciados pela crítica de Trotsky ao totalitarismo, muitos dos líderes intelectuais da Esquerda estadunidense há muito eram anti-stalinistas. No começo da Guerra Fria, essa hostilidade contra o imperialismo russo convenceu muitos deles de que os radicais deveriam continuar com o apoio ao imperialismo estadunidense. Não mais contentes em criticar impotentemente pelas margens, esses pensadores acreditavam que deveriam modelar a política dos Estados Unidos em casa e no exterior em uma direção progressista. A Esquerda trotskista cresceu e se transformou na Esquerda da Guerra Fria.[25]

 

[OS]... homens de poder... precisam de alguma maneira perceber as conseqüências do que fazem para que suas ações não sejam brutais, estúpidas, burocráticas, mas [ir] além [delas], [para que sejam] inteligentes e humanas. A única esperança de um governo humano é o uso extensivo das ciências sociais pelo governo.[26]

 

Para a elite do país, esses intelectuais radicais possuíam um recurso de valor inestimável: conhecimento íntimo do marxismo. Como o liberalismo laissez-faire era um anacronismo na época do fordismo, os estadunidenses inesperadamente se viram em desvantagem na guerra de propaganda com os russos. Mesmo com sua inferioridade econômica, autoritarismo político e fraqueza militar, seu inimigo stalinista gozava de superioridade no todo-importante campo de batalha ideológico. Esse momento de crise para o império estadunidense criou uma oportunidade para social-democratas desiludidos e leninistas arrependidos entrarem no santuário interno da elite dos Estados Unidos. Assim como os físicos nucleares durante a guerra contra a Alemanha e o Japão, eles eram as únicas pessoas com o conhecimento esotérico

que poderia garantir a vitória para os Estados Unidos nessa disputa

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