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A ESQUERDA DA GUERRA FRIA
OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO como extensões do homem foi uma publicação de sucesso construída sobre um paradoxo. Um professor de literatura inglesa escreveu um livro que virou um campeão de vendas porque falava aos seus leitores que eles deveriam assistir televisão ao invés de ler livros. Ironicamente, McLuhan precisava da palavra impressa para se tornar o profeta da morte iminente da cultura impressa. Escrever um livro importante ainda era pré-requisito para se tornar um proeminente intelectual. O valor do pensador era medido pela qualidade do texto. Durante o século XX, o papel icônico do livro dentro da vida intelectual foi reforçado pelo crescimento da mídia de massa. A própria carreira de McLuhan demonstrava como jornais, revistas, estações de rádio e canais de televisão estavam ansiosos para disseminar novas idéias saídas das universidades para o público em geral e — como em seu caso — transformar alguns acadêmicos em celebridades. Ao contrário das premissas do mcluhanismo, um livro famoso permaneceu como significante do intelectual influente na era da mídia eletrônica.
No início dos anos 1960, McLuhan alcançou um grau de reconhecimento público maior do que quase todos os outros acadêmicos
dentro da esfera de influência estadunidense. Os meios de comunicação como extensões do homem foi um dos raros livros que passou
