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McLuhan acreditava que a mídia eletrônica já evoluía para além da televisão. Num futuro próximo, a transmissão em massa se fundiria com a computação e a telecomunicação em uma tecnologia demiúrgica...[15] Aquilo que o rádio e a televisão começaram seria completado pela "rede elétrica global".[16] No momento em que aquela convergência fosse plena, essa nova tecnologia midiática criaria uma nova — e melhor — ordem social. Cinco anos antes que seus primeiros nós se conectassem, McLuhan já identificara o salvador tecnológico da humanidade: a Internet.[17] "Playboy: Essa previsão de uma consciência global induzida eletronicamente não é mais mística do que tecnológica? McLuhan: Sim ... Misticismo é apenas a ciência do amanhã sonhada hoje.[18]
Assim como sua precursora, essa nova tecnologia da informação impôs sua própria visão psicológica sobre a humanidade ao estimular os sentidos de novas formas. Ao invés de dividir a sociedade em indivíduos isolados como fizera a imprensa, a mídia eletrônica incentivava sentimentos comunais entre as pessoas.[19] Essa mudança radical em atitudes mentais foi acelerada pela transformação do local de trabalho. Da mesma forma que a impressão substituíra a fazenda pela fábrica, o computador provia o protótipo para os novos métodos de produção completamente automatizados. Com a difusão do rádio e da televisão, a manufatura de bens físicos já começava a perder seu papel predominante na economia para a criação de informação. Isso significava que os especialistas estritamente limitados da era industrial logo tornariam-se redundantes. No seu lugar, a nova economia requereria um novo tipo de trabalhador: generalistas multitarefas.[20] De acordo com McLuhan, as conseqüências sociais dessas mudanças dentro do local de trabalho eram óbvias. Em bem pouco tempo, a consciência da impressão — a indiferença do racionalismo — seria sobreposta pela consciência da mídia eletrônica — a empatia da intuição.