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de massa. Melhor ainda, tal como prometiam as exposições da Nasa, da General Motors e da Ford na Feira Mundial de 1964, a viagem espacial estaria em breve disponível a todos. Dentro de no máximo 25 anos, pessoas comuns tirariam suas férias na Lua. Como reflexo desse otimismo, a Uniesfera estava rodeada por três anéis que comemoravam famosas viagens espaciais: Yuri Gagarin – a primeira pessoa que orbitou a Terra; John Glenn – o primeiro estadunidense que repetiu a façanha; e Telstar – o primeiro satélite a transmitir sinais de televisão dos Estados Unidos à Europa.[3] Quando turistas de férias nos anos 1990 olhassem para a Terra a partir de seus resorts lunares, seria óbvio para eles que toda a humanidade compartilhava uma casa comum.
Os anéis que rodeavam a Uniesfera não só estimulavam fantasias sobre a viagem espacial. Ao lado de modelos das cápsulas de Gagarin e Glenn, uma versão em miniatura do Telstar também era representada em volta do globo gigante da US Steel. Em 10 de julho de 1962, platéias na América e na Europa assistiram com espanto ao momento em que a primeira transmissão ao vivo de televisão cruzou o Atlântico através desse satélite de comunicações. De volta aos anos 1930, a formação de redes de rádio permitiu que pessoas em diferentes partes dos Estados Unidos ouvissem simultaneamente os mesmos programas transmitidos dos estúdios em Nova Iorque.[4] Com o lançamento do Telstar, o mesmo processo começava a acontecer em escala global. Telespectadores em diferentes países agora poderiam ver as mesmas imagens em suas telas. Em 1964, transmissões ao vivo já eram um ingrediente essencial da cobertura de notícias da televisão. O modelo do Telstar que orbitava a Uniesfera prometia muito mais. No momento em que um grande número de satélites de comunicação estivesse em operação, pessoas ao redor do mundo assistiriam aos mesmos canais ao mesmo tempo. A televisão unia a humanidade.
Ao mesmo tempo em que os primeiros visitantes da Feira Mundial de 1964 admiravam a Uniesfera, Marshall McLuhan – um professor