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ELUCIDÁRIO MADEIRENSE - VOLUME I
Índia e Mina. Preso por liberal, por ordem da alçada que veio a esta ilha durante o governo de D. Miguel, foi enviado para Lisboa a bordo do bergantim *S. Boaventura+, sendo condenado, por sentença de 3 de Agosto de 1830, a não voltar à Madeira durante 3 anos. Em 23 de Junho de 1838, foi nomeado tabelião do registo de hipotecas da comarca ocidental, e, em 11 de Junho de 1841, escrivão da administração do concelho do Funchal. Tendo renunciado este último cargo, por seguir para Cabo Verde, veio a falecer naquele arquipélago em 1842, em idade pouco avançada. Desempenhou o cargo de secretário da Sociedade dos Amigos das Sciencias e Artes, e traduziu o Compêndio Elementar de Economia Política, de Adolfo Blanqui, e o Discurso sobre as revoluções da superfície do globo, pelo barão de Cuvier.
Abreu (Francisco Jorge de). Nasceu no Funchal a 23 de Abril de 1878, e frequentou o liceu e os três primeiros anos da Escola Médico Cirúrgica desta cidade. Colaborou no antigo jornal funchalense o Diário Popular, e foi director do Século de Lisboa, e do Primeiro de Janeiro do Porto, tendo sido antes um dos redactores de A Capital. Além de muitos artigos disseminados pelos referidos jornais, traduziu alguns romances, publicados em Folhetim, e várias peças teatrais. Publicou em volumes separados A Revolução Portuguesa, a 31 de Janeiro (Porto 1891), Lisboa, 1912, de 178 pags.; A Revolução Portuguesa, o 5 de Outubro (Lisboa 1910), Lisboa,1912, de 208 pags. e a Boémia Jornalística. Faleceu no Porto a 7 de Junho de 1932.
Abreu (João de). Gaspar Correia, nas Lendas da Índia, refere se ao madeirense João de Abreu, que chegou à barra de Goa em Setembro de 1513 na armada do comando de João de Sousa Lima, e que, por terras do Oriente, se distinguiu em diversos recontros com os indianos, deixando nome ilustre nos anais das nossas lutas de além mar.
Abreu (João Gomes de). Era conhecido pelo nome de João Gomes de Abreu da lha. Foi capitão duma nau da armada que partiu para a Índia em 1506. Tomou parte nos combates contra os mouros das cidades de Brava e ilha do Socotorá e seguiu depois para Cananor, onde deu provas de extremada valentia, segundo o testemunho de Gaspar Correia nas Lendas da Índia.
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