Futuros Imaginários/Capítulo 6

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A ALDEIA GLOBAL

 

O ÍCONE DA EXIBIÇÃO ficava no centro da Feira Mundial de Nova Iorque, em 1964: a Uniesfera. Construída pela US Stell, essa edificação era o triunfo da engenharia dos Estados Unidos. Nunca antes alguém havia conseguido criar uma representação da Terra em tal escala. Assim como a Torre Eiffel na Exposição de Paris em 1889, a Uniesfera instantaneamente tornou-se o símbolo reconhecível da Feira Mundial. Sua imagem ilustrava capas de revistas, artigos de jornais, pôsteres e lembrancinhas. O significado desse logotipo planetário era óbvio: a Feira Mundial de Nova Iorque era um encontro de toda a humanidade. Durante os dois anos da exibição, a Uniesfera era o ponto focal de todo o planeta.[1] Em sua edição internacional, a revista Life promoveu a abertura da Feira Mundial de Nova Iorque como o momento ideal para estrangeiros visitarem os Estados Unidos. Uma exibição global merecia um público global.[2] No começo dos anos 1960, a longa e penosa jornada marítima rumo aos Estados Unidos foi substituída por um rápido e monótono vôo de avião. Porém, mesmo com esse salto tecnológico, mover-se entre continentes ainda era caro. A iconografia da Uniesfera, ao contrário, antecipava a democratização da mobilidade internacional. Enquanto máquinas maiores e mais eficientes eram colocadas para funcionar, aviões estavam no processo de se tornarem um meio de transporte de massa. Melhor ainda, tal como prometiam as exposições da Nasa, da General Motors e da Ford na Feira Mundial de 1964, a viagem espacial estaria em breve disponível a todos. Dentro de no máximo 25 anos, pessoas comuns tirariam suas férias na Lua. Como reflexo desse otimismo, a Uniesfera estava rodeada por três anéis que comemoravam famosas viagens espaciais: Yuri Gagarin – a primeira pessoa que orbitou a Terra; John Glenn – o primeiro estadunidense que repetiu a façanha; e Telstar – o primeiro satélite a transmitir sinais de televisão dos Estados Unidos à Europa.[3] Quando turistas de férias nos anos 1990 olhassem para a Terra a partir de seus resorts lunares, seria óbvio para eles que toda a humanidade compartilhava uma casa comum.

Os anéis que rodeavam a Uniesfera não só estimulavam fantasias sobre a viagem espacial. Ao lado de modelos das cápsulas de Gagarin e Glenn, uma versão em miniatura do Telstar também era representada em volta do globo gigante da US Steel. Em 10 de julho de 1962, platéias na América e na Europa assistiram com espanto ao momento em que a primeira transmissão ao vivo de televisão cruzou o Atlântico através desse satélite de comunicações. De volta aos anos 1930, a formação de redes de rádio permitiu que pessoas em diferentes partes dos Estados Unidos ouvissem simultaneamente os mesmos programas transmitidos dos estúdios em Nova Iorque.[4] Com o lançamento do Telstar, o mesmo processo começava a acontecer em escala global. Telespectadores em diferentes países agora poderiam ver as mesmas imagens em suas telas. Em 1964, transmissões ao vivo já eram um ingrediente essencial da cobertura de notícias da televisão. O modelo do Telstar que orbitava a Uniesfera prometia muito mais. No momento em que um grande número de satélites de comunicação estivesse em operação, pessoas ao redor do mundo assistiriam aos mesmos canais ao mesmo tempo. A televisão unia a humanidade.

Ao mesmo tempo em que os primeiros visitantes da Feira Mundial de 1964 admiravam a Uniesfera, Marshall McLuhan – um professor canadense – publicava um livro que fornecia a explicação teórica desse sonho de harmonia audio-visual: Os meios de comunicação como extensões do homem. O simbolismo do satélite Telstar fora transformado em escrita. Assim que apareceu, Os meios de comunicação como extensões do homem virou um sucesso editorial. Ao contrário da maioria dos acadêmicos, McLuhan escrevia para um público não-especialista. Ele rejeitava as convenções de estilo da sua profissão: prosa densa, investigação detalhada e referências cuidadosas. Ao invés disso, a análise de McLuhan utilizava “sondas de pensamento”: uma combinação ofuscante de títulos chamativos, generalizações espalhafatosas e inserções infundadas. Mesmo que enraivecesse seus colegas com essa estratégia, seu estilo populista agradou ao grande número de educados leitores fora da academia. Conceitos difíceis eram transformados em frases de efeito malucas. A história da humanidade era explicada por meio de exageros paradoxais. No lugar do texto acadêmico comum, Os meios de comunicação como extensões do homem fez da teoria social algo divertido de se ler.

O livro de McLuhan atingiu seu auge em meados dos anos 1960. Depois de ler Os meios de comunicação como extensões do homem, qualquer pessoa inteligente estava apta a falar sobre como a televisão, satélites, computadores e outras novas tecnologias transformavam radicalmente a sociedade estadunidense. Melhor de tudo, essas pessoas poderiam impressionar outras ao lançar suas sondas de pensamento memoráveis em artigos de jornal, palestras públicas e conversas em festas e jantares. A popularidade de Os meios de comunicação como extensões do homem rapidamente transformou McLuhan em uma celebridade “vip”. Depois de alguns anos da sua publicação, esse obscuro professor canadense de outrora transformara-se em uma das pessoas mais famosas do mundo.[5] Seus livros eram campeões internacionais de venda. Seus pensamentos apareciam nos jornais mais importantes. Ele estrelava seus próprios programas televisivos. Era consultor das maiores corporações. Em todas as partes do planeta, McLuhan era louvado como um gênio heróico: “o oráculo dos tempos modernos”.[6]

O sucesso maciço de Os meios de comunicação como extensões do homem foi o final de uma longa jornada intelectual. À época em que esse livro foi publicado, McLuhan era professor de literatura inglesa na Universidade de Toronto. Havia sido educado para apreciar as formas tradicionais de expressão cultural: livros, poemas e peças. Dedicados ao legado artístico do passado, esperava-se que professores de inglês desdenhassem da mídia moderna: filmes, rádio e televisão. Contra as expectativas desse estereótipo, McLuhan tinha um fascínio de longa data pela vibração da cultura popular. Enquanto lecionava no meio-oeste dos Estados Unidos no final dos anos 1930, ele aplicou técnicas de crítica literária à análise de propagandas e quadrinhos. Inicialmente, ele acreditava que expor as limitações da cultura popular iria provar a superioridade da alta cultura.[7] Durante os anos 1950, McLuhan abandonou lentamente essa sabedoria convencional e começou a descobrir sua própria voz. A desconfiança da cultura popular transformou-se em celebração das novas tecnologias. A nostalgia do passado se tornou a esperança no futuro.

A transformação intelectual de McLuhan foi auxiliada por um livro que ganhou de presente: Cibernética, de Wiener. Pela primeira vez, ele percebeu que o computador não era só uma calculadora digital, mas também um dispositivo de comunicação. Acima de tudo, como muitos de seus pares, McLuhan convenceu-se de que essa nova tecnologia criara um novo paradigma teórico. Como no exemplo das conferências Macy, ele montou seu próprio projeto de pesquisa multidisciplinar na Universidade de Toronto. Durante os anos 1950, McLuhan e seus colegas se dedicaram à tarefa de desenvolver uma análise cibernética da mídia de massa e da cultura popular. Com a adoção da interpretação de Shannon dessa metateoria, eles decidiram focar sua pesquisa sobre o papel que a informação exercia dentro da sociedade.[8] Assim como tantos de seus pares estadunidenses, a equipe de McLuhan acreditava que agora trabalhava na teoria social de ponta: cibernética sem Wiener. O entusiasmo sobre a estratégia de Shannon se inspirara no profundo e duradouro fascínio com os escritos de Harold Innis. No final dos anos 1940 e começo dos 1950, esse pensador canadense desenvolvera uma teoria que também propunha que o "movimento da informação" exercia o papel central na formação de sociedades humanas. A partir dessa premissa, Innis explicava o processo da evolução histórica. A invenção de uma nova forma de mídia sempre levava à emergência de uma nova civilização.[9]

Ao se afastar definitivamente do esnobismo cultural, McLuhan se tornou o "maior discípulo" da forma idiossincrática de determinismo tecnológico de Innis.[10] Mesmo como um professor de literatura inglesa, ele argumentava que o significado ideológico de um produto cultural era irrelevante. Ao invés disso, eram as tecnologias midiáticas usadas para criar esses produtos que tinham precedência. McLuhan acreditava que Innis descobrira como o comportamento humano era moldado pelo impacto psicológico da mídia. Como os cachorros de Pavlov[NT1], as pessoas respondiam mais ao estímulo de seus sentidos do que a suas imaginações. De acordo com McLuhan, toda tecnologia era uma "extensão do homem" que formava a percepção humana do ambiente em seu entorno. A cada nova forma de mídia introduzida, essa relação sensorial sempre se reconfigurava. E por esse processo cibernético mudar o comportamento das pessoas, um novo sistema social seria inevitavelmente criado. A inovação tecnológica era a força motriz da história. O fetichismo da maquinaria explicara a evolução da humanidade. "Os efeitos da tecnologia [midiática] não se dão no nível das opiniões ou conceitos, mas alteram razões de sentido ou padrões de percepção calmamente e sem resistência".[11]

McLuhan resumiu sua posição teórica em um slogan famoso: "O meio é a mensagem".[12] Não havia importância naquilo falado e, sim, no maquinário com que aquilo era dito. Essa percepção significava que a história da humanidade era entendida como uma série de "quebras de fronteiras" entre diferentes tecnologias midiáticas.[13] McLuhan rejeitou crucialmente todas as explicações políticas, econômicas e culturais para o surgimento da modernidade. Ao contrário, a criação da imprensa foi a única responsável por essa profunda transformação social. Ao substituir a cultura oral tradicional, essa nova tecnologia estimulara os sentidos humanos de maneiras completamente novas. Em resposta a esse ambiente de mídia alterado, as pessoas eram forçadas a adotar as atitudes psicológicas da modernidade: individualismo, racionalidade e auto-disciplina. Assim como a especificidade de cada letra iluminada foi substituída por peças padrões de tipografia, a diversidade das comunidades medievais foi superada pela homogeneidade das sociedades industriais. Todos agora eram os mesmos: cidadãos iguais do estado-nação; empregados anônimos de grandes corporações; e consumidores idênticos no mercado.[14] O todo da sociedade foi reconstruído sob a imagem das novas tecnologias midiáticas. A oficina de impressão de Johann Gutenberg inexoravelmente levou à existência da fábrica de Henry Ford.

Já que a impressão criou a sociedade moderna, McLuhan estava convencido de que o surgimento da mídia eletrônica marcaria a próxima quebra de fronteira na história humana. A partir do telégrafo e do rádio na era vitoriana, esse novo paradigma tecnológico, aos poucos, derrubou definitivamente a hegemonia do mundo escrito. Durante os anos 1950, a difusão da televisão fez com que a mídia eletrônica finalmente superasse a prensa tipográfica como "extensão dominante do homem". Por mais importante que fosse, esse momento histórico não era o final do processo de transformação social. Inspirado nas teorias cibernéticas de Wiener e Shannon, McLuhan acreditava que a mídia eletrônica já evoluía para além da televisão. Num futuro próximo, a transmissão em massa se fundiria com a computação e a telecomunicação em uma tecnologia demiúrgica...[15] Aquilo que o rádio e a televisão começaram seria completado pela "rede elétrica global".[16] No momento em que aquela convergência fosse plena, essa nova tecnologia midiática criaria uma nova — e melhor — ordem social. Cinco anos antes que seus primeiros nós se conectassem, McLuhan já identificara o salvador tecnológico da humanidade: a Internet.[17] "Playboy: Essa previsão de uma consciência global induzida eletronicamente não é mais mística do que tecnológica? McLuhan: Sim ... Misticismo é apenas a ciência do amanhã sonhada hoje.[18]

Assim como sua precursora, essa nova tecnologia da informação impôs sua própria visão psicológica sobre a humanidade ao estimular os sentidos de novas formas. Ao invés de dividir a sociedade em indivíduos isolados como fizera a imprensa, a mídia eletrônica incentivava sentimentos comunais entre as pessoas.[19] Essa mudança radical em atitudes mentais foi acelerada pela transformação do local de trabalho. Da mesma forma que a impressão substituíra a fazenda pela fábrica, o computador provia o protótipo para os novos métodos de produção completamente automatizados. Com a difusão do rádio e da televisão, a manufatura de bens físicos já começava a perder seu papel predominante na economia para a criação de informação. Isso significava que os especialistas estritamente limitados da era industrial logo tornariam-se redundantes. No seu lugar, a nova economia requereria um novo tipo de trabalhador: generalistas multitarefas.[20] De acordo com McLuhan, as conseqüências sociais dessas mudanças dentro do local de trabalho eram óbvias. Em bem pouco tempo, a consciência da impressão — a indiferença do racionalismo — seria sobreposta pela consciência da mídia eletrônica — a empatia da intuição.

Marshall McLuhan estava convencido de que a emergência de uma nova economia seria acompanhada pela transformação radical do sistema político. A imprensa não só tinha criado a fábrica, mas também o estado-nação. Se a Internet aboliria a primeira, também se livraria do segundo. Em Os meios de comunicação como extensões do homem, McLuhan explica que a combinação da imprensa e da roda permitiu que líderes políticos estendessem seu controle além dos limites da comunidade tribal: a "explosão do social". Enquanto essas tecnologias se espalhavam pelo mundo, a humanidade se dividiu em estados-nações rivais da "Galáxia de Gutenberg". Internamente, as instituições políticas da modernidade impuseram homogeneidade cultural e lingüística. Externamente, esses estados-nações deram ênfase às suas especificidades culturais e lingüísticas.[21] McLuhan acreditava que — depois de séculos de domínio — esse sistema político estava agora em crise. No momento em que a imprensa dominou a sociedade, as pessoas aceitaram as limitações da democracia representativa. Contudo, com a invenção da mídia eletrônica, elas agora queriam uma participação mais direta no processo de tomada de decisão política. Mais cedo ou mais tarde, a escolha entre candidatos em eleições esporádicas seria substituída por votação on-line em plebiscitos diários. As novas tecnologias da informação começavam a impor um novo paradigma: a “implosão do social".[22]

Ninguém conseguiria parar esse processo. A televisão substituía a imprensa e a "... Telstar ameaçava a roda".[23] Assim que todos ao redor do mundo assistissem aos mesmos programas, ódios nacionais e diferenças culturais inevitavelmente desapareceriam. O computador já aumentava o impacto social da televisão e dos satélites. Como demonstrado pela máquina de tradução russo-inglês em exposição no pavilhão da IBM na Feira Mundial de 1964, inteligências artificiais em breve removeriam as barreiras lingüísticas entre as pessoas.[24] A imprensa e a roda aprisionaram indivíduos dentro de estados-nações . Televisores, telefones e computadores agora conectavam as pessoas do mundo. A rede eletrônica global criaria um sistema político global. A Internet estava prestes a unir em uma só uma humanidade dividida.

 

Depois de três mil anos de explosão especializada, de especialização e alienação crescentes nas extensões tecnológicas de nosso corpo, nosso mundo tornou-se compressivo por uma dramática reversão. Eletricamente contraído, o globo já não é mais do que uma vila. A velocidade elétrica, aglutinando todas as funções sociais e políticas numa súbita implosão, elevou a consciência humana de responsabilidade a um grau dos mais intensos.[25]

 

Essa visão utópica da unidade mundial inspirou a frase de efeito mais famosa de McLuhan: "a aldeia global".[26] A convergência tecnológica da televisão, satélites e computadores na Internet iria — ao mesmo tempo — criar um sistema social único para toda a humanidade e restaurar a intimidade de se viver em uma comunidade tribal. O melhor do novo seria combinado com o melhor do velho. Essa feliz profecia contribuiu muito para a enorme popularidade de Os meios de comunicação como extensões do homem. Leitores se deliciavam em ouvir que o ritmo veloz de inovação tecnológica traria a paz e prosperidade para todos. Ironicamente, de maneira privada, McLuhan era muito mais pessimista sobre as perspectivas da humanidade do que ele admitia em seus escritos. Como um católico devoto, ele acreditava que não existiam soluções tecnológicas para os problemas deste mundo.[27] Contudo, em Os meios de comunicação como extensões do homem, esses avisos foram tão bem escondidos que a maioria dos leitores de McLuhan os ignorou completamente. Ao invés disso, eles viram o que queriam ver. Liderados por Tom Wolfe, admiradores de Os meios de comunicação como extensões do homem tomaram a interpretação mais otimista da análise e a transformaram em uma posição ideológica bem distinta: o mcluhanismo.[28]

De acordo com essa nova ortodoxia, a história humana foi uma sucessão de sistemas cibernéticos criados a partir da retroalimentação de diferentes tipos de mídia. O fenômeno moderno de fetichismo de mercadorias transformou-se no princípio universal de fetichismo tecnológico. Todo salto na evolução social foi identificado com a invenção de um novo tipo de mídia. Por acabar com o domínio da palavra falada, a invenção da imprensa levou ao crescimento do nacionalismo, do individualismo e do capitalismo industrial. Depois de quatro séculos de modernidade, a convergência da televisão, das telecomunicações e da computação novamente transformava o ambiente da mídia. O mcluhanismo foi identificado, sobretudo, com essa previsão de que a Internet criaria o novo — e muito melhor — sistema social da aldeia global. Sob seu novo arranjo sensorial, os males da Galáxia de Gutenberg que afligiam a humanidade por gerações — guerra, egoísmo e exploração — desapareceriam. A chegada iminente da Internet significava que as pessoas em breve viveriam, pensariam e trabalhariam numa civilização pacífica, igualitária e participativa.

Para os mcluhanistas, essa visão do futuro explicava o que acontecia aqui e agora. Cinco anos antes de ser inventada, sinais da Internet já podiam ser vistos no presente. Na Feira Mundial de Nova Iorque em 1964, aparelhos de televisão coloridos da RCA, satélites de comunicação da Telstar e computadores mainframe da IBM eram os profetas da maravilhosa sociedade da alta tecnologia que estava por vir. Por sua vez, o pleno potencial dessas máquinas só poderia ser compreendido na visualização de uma humanidade em um mundo onde o processo libertador da convergência à Internet fosse completo. Enquanto os profetas da inteligência artificial olhavam em direção à emergência do indivíduo sintético, os mcluhanistas acreditavam que a informatização recriaria toda a humanidade. Por viverem em uma economia fetíchica, estavam convencidos de que a tecnologia era o ápice de uma nova fase na evolução social. O significado do presente fora revelado na antecipação desse caminho para o progresso. Assim como a obsessão da IBM pela inteligência artificial, os defensores do mcluhanismo dedicavam-se a promover seu próprio futuro imaginário: a sociedade da informação.

 

Notas:

 

^ 1. Ver Editores dos livros Time-Life, Official guide, página 180.

^ 2. Em 23 de março de 1964, a revista Life publicou um especial duplo, Vacationland USA (Feriaslândia EUA), para coincidir com a abertura da Feira Mundial.

^ 3. Ver Neil deGrasse Tyson, Unisphere.

^ 4. Ver Daniel Glover, Telstar; e Erik Barnouw, A tower in babel, páginas 235-285.

^ 5. Ver Warren Hinckle, Marshall McLuhan.

^ 6. Tom Wolfe, What if he is right?, página 110. Ver também Philip Marchand, Marshall McLuhan, páginas 136—211.

^ 7. Ver Marshall McLuhan, The mechanical mride; e Marchand, McLuhan, páginas 42—110.

^ 8. Ver Donald Theall, The virtual Marshall McLuhan, página 7; e Flo Conway e Jim Siegelman, Dark hero of the information age, página 277.

^ 9. Ver Harold Innis, Empire and communications, páginas 166-167; e William Kuhns, The post-industrial prophets, páginas 139-168.

^ 10. Kuhns, The post-industrial prophets, página 169. Ver também o prefácio de McLuhan em Harold Innis, Empire and communications, páginas V-XII.

^ 11. Marshall McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), página 18.

^ 12. Ver McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), páginas 7-21.

^ 13. Ver McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), página 39.

^ 14. Ver Marshall McLuhan, Gutenberg galaxy, páginas 155-279; Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), páginas 7-32, 170-178.

^  15. Ver McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), páginas 354-359; e Eric Norden, A entrevista da Playboy: Marshall McLuhan, páginas 20-21.

^ 16. Ver McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), página 351.

^ 17. Ver McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), página 346-359; e Norden, Marshall McLuhan páginas 8-9, 18-19.

^ 18. Norden, Marshall McLuhan, página 19.

^ 19. Ver McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), páginas 50-51.

^ 20. Ver McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), páginas 138, 207, 354.

^ 21. Ver McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), páginas 170-178.

^ 22. Ver McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), páginas 204, 308-337; e Norden, Marshall McLuhan, páginas 18-19.

^ 23. McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), página 256.

^ 24. Ver McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), página 80.

^ 25. McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), página 5.

^ 26. Ver McLuhan, Understading media (Os meios de comunicação como extensões do homem), páginas 92-93.

^ 27. McLuhan até sugeriu que a Internet poderia ser uma obra do demônio: "Ambientes de informação elétricos... [são] agora uma cópia razoável do corpo místico, uma manifestação sem vergonha do Anti-Cristo. Mesmo porque, o Príncipe desse mundo [Satã] é um excelente engenheiro elétrico". Marshall McLuhan, Letter to Jacques Maritain, página 370.

^ 28. Para o texto fundador do mcluhanismo, ver Tom Wolfe, What if he is right?.

^ NT 1 — Cachorros de Pavlov — O termo refere-se ao estudo do psicólogo, fisiologista e físico russo Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936), que ao observar o sistema digestivo dos cachorros, contruiu o conceito de "condicionamento clássico". Testes foram feitos com cachorros que respondiam com salivamento ao estímulo de um sino, antes mesmo de receberem qualquer comida, desde que condicionados para tal. Suas pesquisas foram determinantes para as teorias sobre temperamento, condicionamento e ações de reflexo involuntário tanto para a espécie animal como para a humana.

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