Revista da Exposição Anthropologica Brazileira/P. S. V. 1
NOTICIA
CAMPOS DOS GOYTACAZES[1]
Simão de Vasconcellos e impressa em Lisboa em 1658 in-fol.
noticia do lugar e da gente della.
1. Não socegava o espirito incansavel do padre João de Almeida; meiado de Março de 1619 o vimos embocar pela barra do Rio de Janeiro, de uma missão tão cheia de trabalhos de um anno inteiro; e a 21 de Setembro do mesmo anno começámos a acompanhal-o já á outra missão, se bem não tão comprida, cheia comtudo de grandes trabalhos e maiores perigos, por ser a gente mais arriscada e menos firme na amizade dos portuguezes.
2. Mas antes que parta embora o nosso missionario, vamos adiante dando noticias do lugar e das gentes. O lugar, considerado em si, era naquelle tempo uma paragem das mais notaveis e apraziveis que ha em todo este Brazil. São umas campinas formosissimas, de algumas vinte ou mais leguas de espaço, quasi todo tão raso como o mesmo mar, tão verde, enfeitado e retalhado da natureza, que parecem outros Campos Elysios, e são chamados os Campos dos Goytacazes: ha nelles formosas lagoas, e uma de tanta grandeza, que do meio della mal se enxerga terra de uma parte e de outra. São suas aguas doces e habitadas de infinidade de patos e outras aves semelhantes.
3. Porém ainda que estas campinas sejam tão formosas em si, succede-lhes o que aos Campos Elysios attribuiam os antigos: que custava muito grandes trabalhos e perigos o haver de chegar a elles; porque por uma parte as cercou a natureza de arvoredos espessos, rios medonhos e alagadiços incomparaveis (posto que já hoje estão melhorados e seguidos os caminhos pelos successos que depois contaremos), por outra parte estão cercadas das espantosas serranias da corda que já acima pintei, habitada toda de varias nações, de gente de diversas linguas, e pela maior parte inimigas entre si, e tudo castas de Tapuyas.
4. Fica este lugar dos Campos dos Goytacazes entre o Rio de Janeiro e a capitania do Espirito-Santo, e entre os termos dos dous rios Parahyba e Macahé, da costa do mar não muitas leguas para o sertão, em altura de 21 gráos. Era lugar então suspeito e arriscado a todo o homem, que houvesse de aportar a este districto, porque como esta casta de gentio Goytacaz, não tinham pazes firmes com ninguem, e discorriam todo o espaço de seu districto continuamente, assim do sertão a suas caças, como do maritimo a suas pescas, a toda a pessoa estranha, que encontrava, fazia pasto de seus dentes: e era esta a melhor iguaria sua, a de carne humana. Nisto tinham parado varios caminhantes, que se atreveram a querer passar aquella paragem do Rio de Janeiro para o Espírito-Santo ; e nisto parou a gente de alguns navios que por successo tomaram aquellas praias, posto que já hoje está livre este districto, e seus campos senhoreados e habitados de portuguezes, e da infinidade de gado (grande remedio destas capitanias); e o modo como se desimpedio e se acabou esta gente direi brevemente aqui, por ser galante, ainda que pareça que antes de chegar a ella a faço já acabada. Foi, pois, o caso:
5. Navegava certo navio da cidade do Porto, para esta do Rio de Janeiro, o anno de 1630; areou o piloto delle e enxorou em terra naquellas praias habitadas sómente dos nossos Goytacazes, etc., e como os pobres naufragantes areados não conheciam a paragem onde estavam, mas só suspeitavam qual poderia ser, aproveitando-se do batel, fugiram della como terra cruel e praias avaras, largando o navio, exposto aos mares, que brevemente se fez em pedaços e encheu de fazendas aquellas enseiadas. Tiveram noticia do tal naufragio, assim os indios da aldêa de Cabo Frio, pertencente ao districto do Rio de Janeiro, como os indios da aldêa Riritiba, pertencente ao districto da capitania do Espirito Santo. Partiram estes de uma e outra parte, com intento de acudir ao destroço e salvar as fazendas; e juntamente os homens (se ainda os achassem com vida), senão que chegando á paragem, acharam nella, aproveitando-se da occasião, somma de Goytacazes : e levados de suspeita commum de certos signaes, que acharam, não vendo portuguez alli algum, formaram conceito que aquelles barbaros os tinham mortos e comidos, e em zelo (ou por providencia particular do céo), feitos em um corpo, deram sobre os indios e os mataram todos; e o que mais é, não contentes com esta vingança, entraram o sertão até suas aldêas, e a todos os mais que lá acharam, homens, mulheres e meninos, deram a morte, sem perdoar a sexo nem a idade, destruindo as aldêas, e acabando por uma vez aquella tão nociva nação de gente, tão odiosa a todo o hospede e a todo o caminhante, ficando dahi em diante seguras e trataveis aquellas praias e aquellas campinas.
6. Verdade é que a presumpção destes indios vingadores, neste caso, foi falsa; porque os pobres dos Goytacazes não tinham morto nem comido homem algum daquelles naufragantes, senão que estes, receiosos só pelo medo de haverem de ser comidos delles, largaram as praias com mais presteza do que ancoraram nellas, e antes que avistassem a cara de nenhum destes barbaros; mas foi castigo de delictos passados, como tambem se teve por castigo o naufragio miseravel dos naufragantes; porque se averiguou que o piloto daquelle navio, presumptuoso de seu saber mais do que devêra, chegou a dizer poucos dias antes do caso: Que estava ainda muito longe da terra, e que nesta materia de arte de navegar sabia mais que S. João Baptista. Observando o dito os do pavio, e vendo depois o naufragio, o tiveram por castigo do santo. Confirmou-se mais este seu pensamento, porque, partindo daquellas praias no batel, em busca do porto do Rio de Janeiro, de tal maneira areou o piloto, que, passando a paragem do Cabo Frio, tão notavel, a barra do Rio de Janeiro, Ilha Grande, a de S. Sebastião, o porto de Santos e o de Nossa Senhora da Conceição, foi dar comsigo em o ultimo porto, chamado de S. João Baptista; porque quiz o santo mostrar-lhe o castigo de sua presumpção, tendo passado tantas praias, tantos cabos, tantos portos e por distancia tão consideravel de mais de cem leguas, sem acertar com porto. Mas quiz comtudo recebêl-o em o seu, para que vejamos que se bem sabe castigar presumpções, sabe tambem compadecer-se do arrependimento.
_(page_142a_crop).jpg)
_(page_142b_crop).jpg)
Simão de Vasconcellos e impressa em Lisboa em 1658 in-folio.
1. Dado a conhecer o lugar, demos breve noticia desta gente; porque vejamos aonde ha de ir, e com quem ha de tratar o nosso missionario. Tres castas havia desta gente (fallando agora sómente della, e deixando todas as mais nações, que com ella confinam, que são innumeraveis): uns chamavam Goytaca-Goaçù, outros Goytaca Iacoritó, e outros Goytaca Mopi, e a estes principalmente se dirige a nossa missão. Todos são gente féra silvestre e tragadora de carne humana; assim, andam á caça uns dos outros, como das féras, e com mais gosto se apascentam na carne do que captivam, que não na das féras, que caçanı. Têm nos terreiros de suas aldêas, junto ás portas de suas mesmas casas, grandes rumas de ossadas dos que mataram e comeram, e disto se jactam; e quanto é maior a ruma da ossada dos que mataram e comeram, tanto maior fica sendo a nobreza de cada qual das casas : estes são seus brazões e suas proezas. Eram commummente gente agigantada, membruda e forçosa; o cabello anterior da cabeça rapado a modo de calvos, e o demais crescido até o hombro, a modo de Cesarie, todos nús, homens e mulheres, sem pejo algum da natureza.
2. Todo o edificio de suas aldêas vinha a parar em umas choupanas, a modo de pombaes, fabricadas sobre um só esteio, por respeito das aguas; estas muito pequenas, cobertas de palhas, a que chamam tabúa, com portas tão pequenas, que para entrar era necessario ir de gatinhas. Não tinham rêdes, nem cama, nem enxoval, porque toda a sua riqueza consistia em seu arco. Seu modo de viver era pelos campos, caçando as féras, e pelas lagoas, rios e costas do mar, pescando o peixe, e em uma e outra arte eram insignes: onde matavam a féra, ou pescavam o peixe, ahi o comiam, e este mal assado nas brazas e escorrendo sangue; e tão gulosos eram, que não esperavam que se assasse ainda de meias de uma e de outra parte, senão que, meio assado de uma, logo o comiam, e virando-o da outra o comiam tambem, deixando-lhe o espinhaço inteiro, e o mesmo faziam nas féras. Nem em companhia da carne e peixe usavam de outra mistura de farinha, legumes ou outra semelhante.
3. Eram tão insignes no pescar, que se diz delles (se é para dar credito) que se ajuntavam em certas paragens baixas do mar, e com páos nas mãos, curtos e agudos, de uma e outra parte punham em cerco os tubarões e arremettiam a elles, e quando ia ao abrirem a boca lhes mettiam nella a mão e o páo, e engasgados os traziam á terra. Não curavam de roças, nem de criações, nem de outra alguma grangearia: tudo fundavam em seu arco. No beber eram supersticiosos; porque, tendo lagôas e rios de agua doce, o seu beber era de cacimbas, que para este effeito faziam com grandes trabalhos, e alguns affirmam que bebiam tambem agua salgada.
4. Não tinham religião alguma, nem divindade a quem adorassem, nem tratavam de outra vida; tudo com esta lhes parecia que acabava: tinham, porém, entre si agoureiros, não com arte de feitiçarias afim de fazer mal, mas para adivinhar os successos de suas guerras, de suas caças e de cousas semelhantes. Era notavel o exercicio da guerra, em que sempre andavam, ora com as outras nações das brenhas mais remontadas, ora com as outras especies de sua mesma gente Goytacazes; e especialmente os Goytacazes Mopis e Iacoritós tinham odio entranhavel á outra especie de Goytacà-Goaçùs, de tal maneira, que onde quer que se encontravam infallivelmente se mata vam e comiam uns aos outros. E chegava a tanto o odio, que a um principal dos Goaçùs que em certo tempo e por certo successo se acolheu a uma aldea dos indios dos padres, sita em Cabo Frio, com quatro criados seus (sendo que estavam então de pazes com os padres), não descansaram alli de vigial-o e perseguilo e sabendo que adoecêra o dito principal e morrera, e onde estava enterrado, não aquietaram com isso e tiveram traça de ir desenterral-o, e assim morto quebrar-lhe a cabeça (que é o modo entre elles de fartar seu odio e tomar vingança); e dos criados, por mais que os padres os guardaram, houveram ás mãos dous, que logo mataram e tornaram em pasto de suas entranhas.
Simão de Vasconcellos e impressa em Lisboa em 1658 in-folio.
1. Partem, pois, estes tão apostados dous varões, um e outro João pelo nome e pela graça, e tambem pela penitencia o caminho do céo, que prégavam por aquelles desertos; dão principio á sua primeira jornada em 24 de Setembro de 1619, da aldea de São Barnabé até a aldêa do Cabo Frio; e desta paragem levaram em sua companhia o capitão do mesmo Cabo Frio, por nome Estevão Gomes, afamado entre estes indios, zeloso e amigo dos padres; e partidos por mar em canôas de remos, embocaram em breve o rio dos Bagres, assim chamado pela grande cópia que alli se acha destes peixes: aqui deixaram as canoas emboscadas com alguma farinha, mantimento dos indios, para torna-viagem, e começaram a proseguir seu caminho por terra.
2. Depois de andado breve espaço de caminho ao longo das ribeiras daquelle rio, quaes outras ribeiras do Jordão, sentem indicios de trilha de gente por aquellas matas; lançam espias e acharam ser um principal Goitacaz Ia- coritò, que com alguns de seus vassallos andava por aquellas paragens á caça das féras: tomaram falla delles os padres, e propuzeram-lhes com seu grande espirito razões das pazes, que era bem houvesse entre sua nação e portuguezes (que este era um dos fins principaes a que iam), e foram as razões taes, que cruzaram os arcos, ficaram de paz, fizeram presentes aos padres e prometteram lealdade para sempre ao capitão, que presente estava, e a todos os portuguezes, e em signal de maior amizade foram a suas aldêas, que eram as mais vizinhas, trouxeram suas mulheres e filhos, com presentes e mimos, de suas casas ao caminho, aos padres, e voltaram tambem remunerados com facas, pentes, fouces e outras miudezas, que estimavam em muito.
3. Com tão bom principio continuaram seu caminho os missionarios, acompanhados já de guias industriadas por aquellas paragens, difficultosas de andar, por respeito dos rios, charcos e alagadiços extraordinarios, até que finalmente chegaram a entrar naquellas campinas formosas, que acima descrevemos, terra principal dos Goytacazes Mopis e Iacoritòs, e em os seus Campos Elysios, pela frescura, formosura e fertilidade delles, de mais de vinte leguas de varzeas, a estender olhos sem alti-baixo algum, cercados de arvoredos, entresachados de rios e lagôas, cheios de caça, de aves e de peixe, tanto quanto suas flechas pretendem. E já neste tempo era necessario caminhar com boa vigia e resguardo, porque assaltêa esta gente de improviso atraiçoadamente; e como em aquelles seus Campos Elysios, não estavam acostumados a vêr gente semelhante, nem cuidavam que haveria alguem que fosse ousado a atravessar suas matas, seus rios e suas lagôas stygias, poderiam antes de informados e aplacados aquelles Aquerontes, e aquelles Cerbéros ferozes, por meio de algum ramo de ouro, ou de alguma sopa offerecida, fazer alguma fereza e algum desmancho.
4. Pelo que caminham em ordem: o capitão Estevão Gomes ia adiante com alguns indios christãos e mansos, que o acompanhavam, e logo iam os padres com outros indios tambem de nossas aldêas, ainda que poucos, porque mais confiavam em Deos que em suas flechas. Eis que sobre a tarde de um dia, em que elles chegaram bem cansados de caminhar, aposentados já juntos a umas aguas, tiveram noticia de cópia de gente, que andava espalhada, á caça e pesca, por diversas partes daquelles campos; fizeram-se os nossos em um corpo e mandaram os padres sua embaixada, que estavam alli, e vinham a fallar-lhes em paz, e amizade, e negocios que lhes importavam a elles. Foram os embaixadores, passaram a noite, e ao amanhecer vêm ter com os padres como quarenta Goytacazes, Mopis, Iacoritòs, com mostras de alegria,e por signal de paz e boa amizade tocaram os arcos com os nossos, e assentados trataram com os padres ; estes lhes propuzeram as conveniencias e razões que havia, pelas quaes era bem que assentassem pazes entre si e os portuguezes, recontando-lhes as causas urgentes que tinham estes de estarem aggravados, por serem assalteados, mortos e comidos de sua gente a cada passo, em seus caminhos, indo de paz e desacautelados, contando-lhes casos em particular, que elles bem sabiam e não podiam ignorar. E á volta disso lhes fallaram de Deus, da vida eterna e da necessidade de que tinham de ir viver entre os portuguezes para salvar-se.
5. Foram mui bem ouvidos delles os padres, e, mostrando que ficavam convencidos, levantaram-se, e levaram a todos a mostrar-lhes aquellas campinas e as cousas mais notaveis que por alli havia; e logo neste e no seguinte dia se lhes vieram ajuntando muito maior quantidade de Goytacazes de uma e de outra parte, Mopi e lacoritò e uns aos outros se davam as novas e confirmavan o assento da paz.
6. Foram levados finalmente ás suas aldêas os padres, com toda a mais gente nossa, e recebidos nellas de todos, dos velhos, dos mancebos, das mulheres, dos meninos, com mostras de geral alegria e festas a seu modo gentilico. As casas eram as que acima disse, choupanas pobres, pequenas, de palha, e sem enxoval algum; os terreiros e portas cheios de montes de ossadas humanas, gloria de suas flechas, reliquias que tinham sido de seus pastos, brazões maiores de sua nobreza. Aqui lhes fallaram de novo os padres, e assentaram não sómente as pazes, mas que viriam a morar junto aos portuguezes, e que poriam suas aldêas em tal paragem, que podessem ser visitados e doutrinados pelos padres.
7. Mas como faltava ainda tratar o negocio com os Goytacazes-Goaçùs, e estes habitavam dalli algum tanto pelo sertão dentro, tomaram os padres o caminho para elles, deixando as campinas e aquelles seus moradores; e á primeira entrada da mata, eis que apparece ao pé de uma arvore um homem esburgado da carne e da vida, inteiro na ossada toda junta e verde ainda, signaes de haver sido comido pouco havia de algum seu contrario; e perguntando o capitão pela causa, respondeu um dos naturaes que levavam : Não te espantes, que como esta gente que habita os matos anda em guerra com os das campinas, comem os que encontram, e póem as ossadas por estas paragens para espantal-os e para que não entrem em busca sua.
8. Daqui mandaram adiante embaixadores, a estas gentes dos Goytacazes-Goaçùs, os quaes chegaram e voltaram com resposta, que fossem os padres seguramente a suas aldêas, e que seriam bem recebidos : assim o fizeram, porque os vieram receber ao caminho quatro principaes, com suas mulheres e filhos, em modo de danças e festas, segundo seu costume, e com presentes de legumes a seu uso. Constava a aldêa de pequenas e pobres casas, semelhantes em tudo ás demais; nem faltavam alli os montões de ossadas, como disse na outra parte, nem eram estes menos guerreiros, nem se prezavam menos de suas façanhas; e na verdade eram elles os mais bem dispostos e bem apessoados entre todos os Goytacazes, e por isso chamados Goaçús, que quer dizer os—grandes.
9. Fizeram-lhes os padres a mesma practica, assim da paz como da conveniencia, que havia para sua salvação, virem-se assentar com suas aldêas junto aos portuguezes para haverem de ser doutrinados. Vieram em tudo e deram palavra de virem ter com o capitão mui cedo ao Cabo Frio e que então entrariam do sitio de suas aldêas. Partiram os padres contentes com suas respostas; deram por bem empregados seus trabalhos, e voltando deram as novas de todo o successo aos moradores do Rio de Janeiro, em cujo effeito os Goytacazes cumpriram a palavra, vieram a seu tempo; e dalli em diante houve mais segurança nos caminhos, á vista dos trabalhos destes nossos incansaveis missionarios: e dos dous Joãos não descansará muito o Almeida, porque estão esperando por elles os indios dos Patos pela palavra que empenhou de ir estar com elles.
- ↑ Serie constando dos caps. XI, XII, XIII e XIV.
Todas as obras publicadas antes de 1.º de janeiro de 1931, independentemente do país de origem, se encontram em domínio público.
A informação acima será válida apenas para usos nos Estados Unidos — o que inclui a disponibilização no Wikisource. (detalhes)
Utilize esta marcação apenas se não for possível apresentar outro raciocínio para a manutenção da obra. (mais...)