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I CAPITULO

 

«Elle jouit de son apothéose»
(Isocrate).

 

A sentir a nostalgia da noite que se approximava, nimbada de crepusculos azoinantes; Voleta de Andreia dizia a meia vóz emquanto apanhava as flores de ipê que tombavam lentas, merençorias, uma a Ema:

«Assemelham-se à humanidade... sacearam-se de azul, de irreverencias, de brisas amorosas e não quizeram mais ser......

— Depois de uma pausa:

— «Céos, ha quanto tempo meus labios se não esvaem sobre outros labios....

«Qu’importa que por vezes me ladeem o espasmo e a emoção em rictus allucinantes...

— Mudando de tom, grave, serena:

«Eu sou a agua profundal a agua da base, da raiz do mar immenso, a agua que cobre a areia, que desconhece o estridor da Luz e o frenesi das azas erradias......