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obras de graciliano ramos

o gado, consertar cêrcas, amansar brabos. Precisavam ser duros, virar tatus. Se não calejassem, teriam o fim de seu Tomás da bolandeira. Coitado. Para que lhe servira tanto livro, tanto jornal? Morrera por causa do estômago doente e das pernas fracas.

Um dia... Sim, quando as sêcas desaparecessem e tudo andasse direito... Seria que as sêcas iriam desaparecer e tudo andar certo? Não sabia. Seu Tomás da bolandeira é que devia ter lido isso. Livres daquele perigo, os meninos poderiam falar, perguntar, encher-se de caprichos. Agora tinham obrigação de comportar-se como gente da laia dêles.

Alcançou o pátio, enxergou a casa baixa e escura, de telhas pretas, deixou atrás os juàzeiros, as pedras onde se jogavam cobras mortas, o carro de bois. As alpercatas dos pequenos ba­tiam no chão branco e liso. A cachorra Baleia trotava arquejando, a bôca aberta.

Àquela hora sinha Vitória devia estar na cozinha, acocorada junto à trempe, a saia de ramagens entalada entre as coxas, preparando a janta. Fabiano sentiu vontade de comer. De­pois da comida, falaria com sinha Vitória a res­peito da educação dos meninos.

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