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VIDA OCIOSA
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— Obrigado, Sontonho... Mas, co՚os diabos! não hei de levar isto commigo.

— Puz em dois saccos para fazer um picoá — explicou a creatura.

E, mau grado minha reluctancia, depois de atar, uma na outra, as boccas dos saccos, atravessou-os na cabeçada dos arreios.

— Então, como não quer portar, boa viagem — disse elle.

— Adeus, Sontonho.

E, dando aos calcanhares, afastei-me precipitadamente.

Agora já não me corria a viagem tão bem. Sentindo o accrescimo de peso, o animal resingava, soccando-me com um trote duro e ameaçando-me com varias acrobacias. Eu deixava-o ir, encolhendo-me na sella, para evitar movimentos que irritassem o bucephalo. O que não parava, eram os saccos. Sacudidos d՚aqui pr՚alli, batiam-me em compasso os joelhos, polvilhando-me de branco as calças. Tive a idéa de largal-os á beira da estrada; mas receei consequencias imprevistas, dado o genio incerto e esfogueteado da monta-