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GODOFREDO RANGEL

— Não senhor; eu...

— Você então é o camarada do Zaéca? — secundou semelhantemente, espichando o pescoço para reconhecer-me.

— Tambem não! Eu...

A esse ponto enxergou-me gravata e collarinho, e disse, descobrindo-se:

— O sr. desculpe, eu vejo pouco. Veio buscar fubá?

— Não! Desejava apenas, se não incommodo, descansar um pouco e almoçar, sendo possivel.

— Decerto que ha de ser possivel! Uma quarta só?

— Como lhe dizia, não vim precisamente para isso...

Ahi Sontonho fez da mão porta-voz e berrou-me na concha do ouvido:

— Meio alqueire?

Larguei a redea e fugi para a mascara da fazenda.

— Trouxe sacco? gritou ainda elle, no ouvido do cavallo.

Não sei como findou o dialogo, que foi longo, a avaliar pelos brados que soavam para os lados da porteira.