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dadeira ninhada de escriptores que se emplumavam em um desvão da Paulicéa. Meia duzia de estudantes reunidos pelo acaso, alli se ligaram por affinidades de espirito e de caracter, para juntos viverem uma existencia tão sacudida de emoções de arte, sentida e produzida, em vibrações tão intimas e tão intensas, que não haveria abafar-lhes as resonancias futuras.
Quem se entrega assim de corpo e alma aos encantamentos da creação artistica, obriga-se a correr a sorte das paixões incuraveis, que arrastam inexoravelmente uma vida inteira para uma das duas clausulas: Vencer ou falhar. — Ora, o que se nota aqui, deveras caprichoso, é que a deusa cortejada, a Dulcinéa intratavel dos escriptores, a todos elles, um por um, tenha recompensado a vassallagem como a eleitos.
Monteiro Lobato é o autor dos URUPÊS; e basta dizer isto. Ricardo Gonçalves, victima da propria chamma que o arrebatou numa tragedia, será "o mais genuino dos nossos poetas” no dia, felizmente proximo, em que vier a publico o livro dos seus versos. J. A. No-