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gnas de clareza, das nossas letras em geral.
Que se opera hoje um renascimento das letras brasileiras é facto notorio e noticiado. Autores novos e novos livros annunciam-se com frequencia desacostumada. A nossa vida literaria, depois de entanguecida em longa hibernação, refloresce com estuar de seiva, como si entrassemos, afinal, em tempos melhores, de mais calor ambiente e mais trabalho interno.
Deve haver, para tanto, causas geraes, nas raizes profundas, a cuja cata, a estas horas, já andarão por subterraneos da historia os nossos la Harpes, Taines, e Sainte-Beuves, com a lanterna da hypothese e o garavanço da analyse. Mas essa é empresa de muito folego. Não me sinto apercebido, nem talhado, para me atrever tão largo, nem tão fundo. Não escruto a historia e não desentranho raizes.
E agora, sobre estas raizes, é que havia de calhar como chuva do céo o veneravel proverbio de La Fontaine: