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GODOFREDO RANGEL

Pois esse projecto pouco tentava-me a lesmice. Eram castellos no ar, pensava.

A chuva ainda cantava na coberta, coando fino pulverisco pelos intersticios das telhas. Com a garoa rarefeita, a temperatura refrescava, no interior fechado. Já as projecções das cordas d՚agua eram menos rumorosas. Cedia, o temporal. De gotteiras aqui e alli, aparadas em latas, pingo-pingava a agua com mais espaço.

Com satisfacção attentaram as mulatas em seu declinio.

— Vae passar, sá Clemencia — resmungou a dos papos.

— Deixe chover, disse a velha. As senhoras estão em abrigo. Esperem a janta.

— Impossivel, sá Marciana! E՚ ida de muita urgencia... Precisamos estar logo na cidade.

Cousas de doença. O marido da Clemencia estava com febre e empachado.

— Será do logar... Porque estamos mudados de pouco tempo. E aquella morada não me está quadrando nada. E՚ na beira da estrada e, na estra-