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istoire d’un voyage en la terre du Brésil. Rouen, 1578, em 8º, 1ª edicção.)

91 (pag. 195).

Ha no Brasil um sapo de grande tamanho, a que se deo o nome de «sapo boi

Claudio d’Abbeville diz — «n’aquelle paiz encontram-se uns sapos muito grandes a que chamam cururu. Alguns ha que tem mais de um pé ou pé e meio de diametro: quando são esfolados, é impossivel dizer-se quam branca é a sua carne, e como são bons para comer-se. Vi alguns fidalgos francezes comel-a com apetite.

92 (pag. 203).

Mui visivelmente falla-se aqui da lenda brasileira relativa a Sumé, o legislador dos Tupys.

No curioso opusculo, que a respeito d’este personagem publicou o Sr. Adolpho de Varnhagem, conta a sua chegada á Ilha do Maranhão, e como desappareceo na occasião, em que se preparavam todos para sacrifical-o.

A palavra — Maratá — nos põe em embaraços, pois debalde a procuramos em Ruiz de Montoya: é alteração da palavra Mair ou Maïr, tantas vezes empregada por Lery e Thevèt, para mostrar ou indicar um estrangeiro, ou uma pessoa extraordinaria. Não podemos dar uma resposta satisfatoria. O Sumé, que propaga a cultura da mandióca, é barbado.

Diz-se com razão ser personagem analoga a Manco Capac dos peruanos, e ao Quetzalcoalt dos Azetecas, e ao Zamma da America Central. (Vide Adolpho de Varnhagem, Historia geral do Brasil. T. 1º pag. 136, e Sumé. Lenda mytho-religiosa americana etc. agora traduzida por um Paulista de Sorocaba. Madrid, 1855, broch. in 8 de 39 pag.)