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ultimos cantos.
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São verdes da côr do prado,
Exprimem qualquer paixão,
Tão facilmente se inflammão,
Tão meigamente derramão
Fogo e luz do coração;
Mas ai de mi!
Nem ja sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
São uns olhos verdes, verdes,
Que podem tambem brilhar;
Não são de um verde embaçado,
Mas verdes da côr do prado,
Mas verdes da côr do mar.
Mas ai de mi!
Nem ja sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Como se lê n’um espelho
Pude ler nos olhos seus!
Os olhos mostrão a alma,
Que as ondas postas em calma
Tambem reflectem os ceos;
Mas ai de mi!
Nem ja sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!