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ultimos cantos.
«Quando passo, as brandas aguas
Por me ver passar se afastão,
E mil estrellas se engastão
Nas paredes do cristal.
Surgem luses multicores,
Como desses perilampos,
Que tu vês andar nos campos,
Sem comtudo fazer mal.
«Quando passo, mil sereias,
Deixando as grutas limosas,
Formão ledas, pressurosas
O meu sequito real:
Vem! dar-te-hei meus palacios,
Meus dominios dilatados,
Meus thesouros encantados
E o meu reino de cristal.»
Entanto o menino se curva e se inclina
Para a visão;
E a mãe lhe dizia: Não vejas, meu filho,
Que é tentação.