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ultimos cantos.

«Olha, mãe, olha depressa!
Inclina a leve cabeça
E nas mãosinhas resume
A fina trança mimosa,
E com pente de marfim!...
Olha agora que me avista
A bella moça formosa,
Como se fez toda rosa,
Toda candura e jasmim!
Dize, mãe, dize: tu julgas
Que ella se ri para mim!

«São seus labios entre-abertos
Semilhantes a romã;
Tem ares d’uma princesa,
E no entanto é tão medrosa!...
Inda mais que minha irmã.
Olha, mãe, sabes quem é
A bella moça formosa,
Que dentro d’agua se vê!»

— Tem-te, meu filho; não olhes
Na funda, lisa corrente:
A imagem que te embelleza
É mais do que uma princesa,
É menos do que é a gente.