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ultimos cantos.

IX.

Isto dizendo, o miserando velho
A quem Tupan tamanha dor, tal fado
Já nos confins da vida reservara,
Vae com tremulo pé, com as mãos já frias
Da sua noite escura as densas trevas
Palpando. — Alarma! alarma! — O velho pára
O grito que escutou é voz do filho,
Voz de guerra que ouvio ja tantas vezes
N’outra quadra melhor. — Alarma! alarma!
— Esse momento só vale apagar-lhe—
Os tão compridos trances, as angustias,
Que o frio coração lhe atormentarão
De guerreiro e de pae: — vale, e de sobra.
Elle que em tanta dôr se contivera,
Tomado pelo subito contraste,
Desfaz-se agora em pranto copioso,
Que o exhaurido coração remoça.

A taba se alborota, os golpes descem,
Gritos, imprecações profundas soão,
Emmaranhada a multidão braveja,