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ultimos cantos.
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O prisioneiro cuja morte anceião,
Sentado está,
O prisioneiro, que outro sol no occaso
Jámais verá!

A dura corda, que lhe enlaça o collo,
Mostra-lhe o fim
Da vida escura, que será mais breve
Do que o festim!

Com tudo os olhos d’ignobil pranto
Seccos estão;
Mudos os labios não descerrão queixas
Do coração.

Mas um martyrio, que encobrir não pode,
Em rugas faz
A mentirosa placidez do rosto
Na fronte audaz!

Que tens, guerreiro? Que temor te assalta
No passo horrendo?
Honra das tabas que nascer te virão,
Folga morrendo.