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que não adoptamos dos authores senão aquillo em que todos ou a maior parte concordão. Veja-se Ilans Staden — cap. 28 — dos usos e costumes dos Tupinambás. — Noticia do Brasil, cap. 171 e 172. Noticias Curiosas L. 1. n. 128 e Lery cap. XV.
Enduape — fraldão de pennas de que se servião os guerreiros: damos a denominação de arasoya a aquelles de que usavão as mulheres. «Ils font avec de plumes d’autruches, une espèce d’ornement de forme ronde, qu’ils attachent au bas du dos, quand ils vont à quelque grande fête: ils le nomment enduap. H. Staden. pag. 270.» Vasconcellos trata do enduape sem lhe dar nome algum especial. «Pela cintura apertão uma larga zona desta pende até os jelhos um largo fraldão a modo tragico, e de tão grande roda como é a de um ordinario chapeo de sol. — Noticias Curiosas L. 1. n. 129.»
Kanitar — é o nome do pennacho ou cocar, de que usavão os guerreiros de raça tupi, quando en marcha para a guerra, ou se aprestavão para alguma solemnidade d’importancia igual a esta. «Ils ont aussi l’habitude de s’attacher sur la tête un boquet de plumes rouges qu’ils nomment Konmittare (II. Staden).» — Usão de umas coroas a que chamão acangbetar. (Lact.) Os primeiros portuguezes escreverão acangatar, que litteralmente quer dizer — enfeite ou ornato da cabeça.