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As tribus visinhas sem forças, sem brio,
As armas quebrando, lançando-as ao rio,
O incenso aspirárão dos seus maracás:
Medrosos das guerras que os fortes accendem,
Custosos tributos ignavos lá rendem,
Aos duros guerreiros sugeitos na paz
No centro da taba se extende um terreiro,
Onde ora se aduna o concilio guerreiro
Da tribu senhora, das tribus servis:
Os velhos sentados praticão d’outr’ora,
E os moços inquietos, que a festa enamora,
Derramão-se em torno d’um indio infeliz.
Quem é? — ninguem sabe: seu nome é ignoto,
Sua tribu não diz: — de um povo remoto
Descende por certo — d’um povo gentil;
Assim lá na Grecia ao escravo insulano
Tornavão distincto do vil mussulmano
As linhas correctas do nobre perfil.
Por casos de guerra cahiu prisioneiro
Nas mãos dos Tymbiras: — no extenso terreiro
Assola-se o tecto que o teve em prisão,