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ultimos cantos.

Brilha a lua no céo, brilhão estrellas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo magico respira-sc
Um quebranto de amor melhor que a vida!

A flôr que desabrocha ao romper d’alva
Um só gyro do sól, não mais, vegeta:
Eu sou aquella flôr que espero ainda
Doce raio do sól que me dê vida.

Sejão valles ou montes, lago ou terra,
Onde quer que tu vas, ou dia ou noite,
Vai seguindo após ti meu pensamento;
Outro amor nunca tive: és meu, sou tua!

Meus olhos outros olhos nunca virão,
Não sentirão meus labios outros labios,
Nem outras mãos, Jatyr, que não as tuas
A arasoya na cinta me apertarão

Do tamarindo a flôr jaz entre-aberta,
Já solta o bogarî mais doce aroma;
Tambem meu coração, como estas flores,
Melhor perfume ao pé da noite exhala!