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ultimos cantos.

Traz dos reparos horridos
D’altissimo pavez:
E do sangrento pelago
Em miseras ruinas
Surgir galhardas, limpidas
As portuguezas quinas,
Murchos os lises candidos
Do impavido gaulez!

V.

Mudarão-se os tempos e a face da terra,
Cidades alastrão o antigo paul;
Mas inda o gigante que dorme na serra
Se abraça ao immenso cruseiro do sul.

Nas duras montanhas os membros gelados
Talhados a golpes de ignoto buril,
Descança, oh gigante, que encerras os fados,
Que os terminos guardas do vasto Brasil

Porém se algum dia fortuna inconstante
Poder-nos a crença e a patria acabar,
Arroja-te ás ondas, oh duro gigante,
Inunda estes montes, desloca este mar!