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ultimos cantos.
Quando tu sentes luctuosa imagem
D’afflicto pranto com sombrio véo,
Rasgado o peito por acerbas dores;
Quem murcha as flores
Do brando sonho? — Quem te pinta amores
D’um puro céo?
Sou eu, sou eu, sou eu!
Se alguem to acorda do celeste arroubo,
Na amenidade do silencio teu,
Quando tua alma n’outros mundos erra, —
Se alguem descerra
Ao lado teu
Fraco suspiro que no peito encerra;
Sou eu, sou eu, sou eu!
Se alguem se afflige de te ver chorosa,
Se alguem se alegra co’um sorriso teu,
Se alguem suspira de te ver formosa
O mar e a terra a ennamorar e o céu;
Se alguem definha
Por amor teu,
Sou eu, sou eu, sou eu!