Página:Ultimos cantos- poesias.pdf/182
Oh! não, que a luz da esp’rança tinhas n’alma,
E o sol da liberdade um dia viste,
De gloria e de fulgor resplandecente,
Em céo sem nuvens no horisonte erguido.
Eis o som do tambor atroa os valles,
O clangor da trombeta, os sons das armas,
A terra abalão, despertando os échos.
— Eia! oh bravos, erguci-vos, — á peleja,
Á fome, á sêde, ás privações, — erguei-vos!
Tu, Cachias, acorda, — tu, rainha,
Lamina d’aço puro, envolta em ferro,
Ao sol refulgirás; — flôr que esmoreces,
Á mingoa d’ar, cm carcere de vidro,
Em ar mais livre cobrarás alento,
Graça, vida e frescor da liberdade.
Antemural do lusitano arrojo,
Ultimo abrigo seu, — feros soldados,
Veteranas cohortes nos teus montes
Cavão bellicas tendas! — Um guerreiro,
O nobre Fidié, que a antiga espada
Do valor portuguez empunha hardido,
No seu mando as retem: debalde, oli forte,
Expões teus dias! teu esforço inutil