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AMANHÃ.
Amanhã! — é o sol que desponta,
É a aurora de roseo fulgor,
É a pomba que passa e que estampa
Leve sombra de um lago na flôr.
Amanhã! — é a folha orvalhada,
É a rola a carpir-se com dôr,
E da brisa o suspiro, — é das aves
Ledo canto, — é da fonte o frescor.
Amanhã! — são acasos da sorte;
O queixume, o prazer, o amor,
O triumpho que a vida nos doura,
Ou a morte de baço pallor.