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ultimos cantos.
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Gosão disto as que repousão
Em taboas de vis grabatos;
Não quem vive entre os ornatos
D’un throno d’ouro e marfim!
No solio triste, sentada,
Não viras um rosto amigo,
Nem mais viveras comtigo,
Fôras escrava — por fim!

Vive tu teu viver simples,
Mimosa e gentil donzella,
D’entre todas a mais bella,
Flor de candura e de amor!
C’rôa melhor eu t’offreço,
D’ouro não, mas de poesia,
C’rôa que a fronte alumia
Com divino resplendor!