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COMO EU TE AMO.

Como se ama o silencio, a luz, o aroma,
O orvalho n’uma flor, nos céos a estrella,
No largo mar a sombra de uma vela,
Que lá na extrema do horisonte assoma;

Como se ama o clarão da branca lua,
Da noite na mudez os sons da flauta,
As canções saudosissimas do nauta,
Quando em molle vai-vem a náo fluctua;

Como se ama das aves o gemido,
Da noite as sombras e do dia as cores,
Um céo com luzes, um jardim com flores,
Um canto quasi em lagrimas sumido;