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URGE O TEMPO.

Move incessante as asas incansaveis
O tempo fugitivo;
Atraz não volta!

Urge o tempo, os annos vão correndo,
Mudança eterna os seres afadiga!
O tronco, o arbusto, a folha, a flor, o espinho,
Quem vive, o que vegeta, vai tomando
Aspectos novos, nova forma, em quanto
Gyra no espaço e se equilibra a terra.

Tudo se muda, tudo se transforma;
O espirito, porém, como centelha,
Que vai lavrando solapada e occulta,

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